Juliana Soares
Aug 31, 2018 · 1 min read

o cotidiano bate

na janela do ônibus

na porta do banheiro

naquela pessoa que você não sabe direito como chamar

em você chegando em casa as onze e meia e jantando sozinha

a impermeabilidade toma conta

dos sentimentos

do seu rosto

do seu tesão

as decepções são colocadas empilhadas em uma caixa

as lágrimas caem sem serem limpas

o sexo não dura mais de quinze minutos

e a vida passa

entre todas as situações sutilmentes colocadas de lado

    Juliana Soares

    Written by

    enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas continuarei a escrever

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