Consumo jornalístico de pessoas com Sídrome de Down

Criança com a síndrome de Down com as mãos sujas de tinta. Crédito da foto: Telégrafo. Confira essa e outras fotos no instagram down.jornalismo

Ainda não se tem uma estatística precisa no Brasil, mas estima-se que um a cada 700 partos no país, seja de um bebê com Síndrome de Down (S.D). Ou seja, cerca de 270 mil pessoas tem essa síndrome no país. Mas afinal de contas onde se encontram cidadãos que possuem a Síndrome de Down? Qual o contexto social, tecnológico e cultural esses cidadãos estão e como consomem o web jornalismo?

Características físicas de pessoas com síndrome de Down. Crédito da foto: Características Down. Confira essa e outras fotos também no instagram

A síndrome de Down ou trissomia do cromossomo 21 é uma disfunção na divisão celular dos cromossomos. Uma pessoa sem a síndrome possui naturalmente 46 cromossomos, já a que tem trissomia possui 47. Pessoas com Down possuem como características físicas olhos puxados e faces mais arredondadas.

Sabe-se que o desenvolvimento físico e mental dessas pessoas é mais lento devido às consequências da trissomia. Mas é muito importante ressaltar, que não existem graus da síndrome, que cada indivíduo tem sua capacidade intelectual aumentada devido aos estímulos que recebe desde a infância. A Pediatric Database (1994) classifica diversas das anomalias que podem ser detectadas com exames específicos no caso de paciente com a Síndrome.

No Brasil e no mundo todo é notório que, indivíduos com quaisquer tipo de deficiência sofra com discriminação e todos os tipos de preconceitos. Num longo espaço de tempo a sociedade, por considerar essas pessoas como incapazes, isolaram e marginalizaram esses deficientes. A acessibilidade hoje, é o termo utilizado para qualificar o acesso a serviços à pessoas com alguma deficiência. Nesse aspecto acessibilidade é de suma importância, pois:

[…] ter acesso não representa apenas a eliminação de barreiras arquitetônicas, mas a possibilidade de viabilizar para o usuário o acesso à rede mundial de informações, bem como comunicar-se por meio de equipamentos e programas adequados, com conteúdo adaptado e apresentação da informação em formatos alternativos. (ROCHA, Célia, 2013. Página 296)

Em 2011 o empreendedor social, Alex Duarte, iniciou o projeto cromossomo 21, originado de um laboratório feito com a jovem Adriele. Alex produziu o roteiro do filme que já foi premiado no Los Angeles Brazilian Festival e chegará nos cinemas ainda este ano. Desse projeto iniciou nas redes sociais a tag #somostodoscromossomo21. Recentemente foi lançada a web série Geração 21, onde diversas pessoas dão seus depoimentos acerca de suas atividades diárias e como superaram as barreiras sociais, e cognitivas da trissomia.

Episódio 12 da web serie Geração 21

A crescente expansão da cibercultura e cibermídia tem transformado a maneira com que a sociedade se comporta e comunica. Não existe, ou ao menos não deveria mais existir, espaço para segregar.

Patrícia Almeida. Crédito: arquivo pessoal. Confira essa e outras fotos também no instagram

Visto que em pleno século XXI ainda existem falta de acessibilidade comunicacional para esse público a Jornalista, membro do Conselho da Down Syndrome International, Co-Fundadora do Movimento Down e fundadora da Inclusive — Inclusão e cidadania, Coordenadora Estratégica do Instituto MetaSocial, Patrícia Almeida, fez um guia prático de como a imprensa deve tratar pessoas com deficiência.

Da esquerda para a direita, Márcio Rosa e João Guilherme dos Santos Lima fotografando um casamento na cidade do Rio. Confira também no instagram

Confira o áudio da entrevista com João Guilherme:

Áudio entrevista João, música da campanha “ser diferente é normal” com as vozes de Gilberto e Preta Gil.

Acessibilidade comunicativa e exclusão social, são opostos que jamais irão se atrair. O jornalismo, assim como todas as áreas da comunicação, deve de maneira integral se propor a produzir conteúdos que não excluam àqueles que a sociedade, quase que naturalmente, exclui. Ao contrário, nosso papel é para agregar esses indivíduos na sociedade.

No entanto, ainda há muito o que fazer para reverter esse quadro exclusivo, onde a população aceita o que é singular como um igual.

Confira mais fotos e o guia prático para imprensa no instagram.

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