Juliana Trevisan
Aug 25, 2017 · 1 min read

não tenho explicações sobre nada e na maioria das vezes tenho pre gui ça de tentar descobri-las

a tentativa já é uma descoberta e des gas ta

o gosto pelo NoVo me é intrinseco mas o velho me can sa e me impossibilita mesegura e mepesa

a rotina me paralisa e a inocência me foge e a malicia me corrompe

e eu não tenho motivos pra estar aqui já que não consigo mais desbravar as coisas, elas que me braveam

o medo e a vergonha são pedágios que eu não pago pra viver socialmente e não sinto nada já que não faço nada

e eu sou orfã do mundo tempo e espaço e algo consome minha vida como uma força conjunta desses três como o fogo consome o papel do cigarro e me transforma em cinza e o vento me leva finalmente pra eu cumprir meu papel de

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Juliana Trevisan

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Queria ser um imenso e translúcido oceano mas às vezes tudo o que consigo ser é uma misera poça d’água que suja a barra das calças dos outros