outracoisade2015
Enquanto eu passava pelas ruas movimentadas da capital paulista me vinham dezenas de histórias. Como cada olhar que cruzava com o meu faria parte da minha vida e qual seria o objetivo deles. Que horas eles acordavam, pra onde eles iam, onde estudavam, onde conseguiam dinheiro para se sustentar. A vontade de perguntar sobre a vida de cada um incomodava como aquela coceira insistente. Como reagiriam as perguntas?
Nossa sociedade está tão machucada que se nos atrevermos a dar oi para um desconhecido na rua receberemos um olhar de repressão, além do espanto. Se passássemos sorrindo pela rua as pessoas atravessariam para o outro lado da calçada e diriam aos seus filhos para tomarem cuidado com esse tipo de pessoa. Mas a minha vontade era apenas de te abraçar e desejar um bom dia, um bom ano, perguntar como estava sendo seu dia.
A malicia vence nossa inocência e reprime nossas vontades primárias, nos obrigando a sermos desconfiados.
A capacidade de passar horas parada, sentindo o sangue passando entre a pele e os músculos. Não que seja falta do que fazer, é falta de saber por onde começar. Existe uma áurea entediada que briga com a proativa, quase sempre vencendo e me impedindo de formar frases ou
