poemasde2015quandoeucomeceiaperderafénavida

Juliana Trevisan
Aug 25, 2017 · 2 min read

Indecisões

Se eu soubesse o que fazer hoje,

Será que o faria?

Se eu soubesse o que dizer,

Será que te diria?

Mas se eu soubesse

Que graça teria?

Como eu sofreria pra saber?

Até

Até onde nossos caminhos seguem juntos?

Até onde você me acompanharia

Se soubesse os problemas que teria?

As lutas que eu perderia

Desacompanhada por você.

E morreria

E voltaria pra ti, vazia.

Auto fuga

Você foge da vida

Como um ladrão da policia

Por quê?

A vida foi feita a fim de viver

E você sabe,

Mas te falta a coragem

Que ninguém pode te dar, só você.

Wendy, a (des)costureira das sombras

O amor que você perdeu

Já não arde mais,

E a vida que você perdeu

Exige-te demais

Os arrependimentos são suas sombras

E você não vê a hora de encontrar a Wendy que vai descosturá-los

Para que fique livre

E possa errar de novo

E ser assombrado

Para encontra-la de novo.

Acorde

Mas e a felicidade?

Você trabalhou quantos anos pra deitar numa rede e fechar os olhos em paz?

Mas você está vazio,

Frio

Onde colocou aqueles sentimentos calorosos,

Que te aqueciam nas noites de solidão?

As grandes alegrias nas pequenas coisas,

No sorriso de um estranho,

E suas memorias?

Passou a vida evitando a dor mais comum

E deixou tantos sonhos pra traz

Por quê?

Agora tudo o que te sobrou são arrependimentos

Das coisas que você não fez.

Imobilidade

O mundo girou tantas vezes

E você nem saiu do lugar,

Estático como sua vida

Enquanto seus pensamentos agitados não te deixam dormir

E tudo o que você faz é dormir

Mas você não dorme,

Você fecha os olhos e morre,

Se afunda e se perde

Dentro de si mesmo

E ninguém poderá te encontrar

Porque você não existe, e sabe disso.

Atá quando?

Enquanto a criança

Pede dinheiro naquele farol

Há um pai

Sentado no sofá

A cerveja numa mão e a cinta noutra

“Consegui só 15 reais hoje”

Então serão 30 cintadas

Até quando?

)
Juliana Trevisan

Written by

Queria ser um imenso e translúcido oceano mas às vezes tudo o que consigo ser é uma misera poça d’água que suja a barra das calças dos outros

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