
Fico abismada em como tudo é questão de perspectiva. Basta mudar o ponto de vista, a posição, o lugar do qual olhamos certa situação, que a situação parece ser outra completamente diferente da que vimos anteriormente, e realmente é.
Hoje, eu escolho olhar da perspectiva mais leve. É uma escolha diária, constante, que se faz necessária. Como um remédio para as perspectivas mais resistentes e “nubladoras”.
A vida não é nada além do que esse momento, esse lindo e perfeito momento. Essa vibe, esse sentimento, este segundo. Há algo que você pode fazer agora para se livrar de todo peso emocional do passado, e das expectativas para o futuro? O passado pode ser curado, transmutado, e o futuro depende exclusivamente de nosso olhar agora, nossa atitude agora.
Não é sobre aparentar ser o mais elegante que puder na frente do “crush”, ou sobre fazer esforços repetitivos para se mostrar interessante, tentar mostrar desesperadora e incessantemente o quanto sua vida é envolvente, e o quanto você vale a pena. Você, nesses momentos, tenta ser pro outro o que você não é consigo mesmo nas outras tantas horas que passa do seu lado. Você crê fielmente que o outro vai te dar o famigerado reconhecimento que tanto espera.
Não é sobre ego, é sobre amor. E quando falo sobre amor, não me refiro ao amor romântico apenas. O amor é tudo que somos, de onde viemos e para onde vamos. O amor te conecta ao outro, e isso, meu amigo, é formidavelmente mais interessante do que as suas viagens de fim de ano, ou a quais festas você foi e de qual marca é a roupa que você comprou quando chegou seu salário. Não é sobre todas essas tentativas egoicas de ser alguém, deixando-se iludir pela percepção ilusória de que você precisa fazer alguma coisa que te prove que você merece valor.
O verdadeiro valor de uma relação está na energia trocada, verdadeira, genuína, livre, sem preconceitos sobre o outro e sobre nós mesmos. Sem toda essa tentativa sofredora de chegar a algum lugar diferente do agora. A energia genuína só é possível quando nosso olhar não está poluído com imagens ilusórias e negativas. Se conseguimos acessar nosso interior e resgatar de lá a energia maravilhosa de quem nós somos. Quando somos quem somos, abandonamos o medo, não há o que temer. Abandonamos o julgamento.
A questão é sobre o que você faz quando o sofrimento te confronta, te exige uma posição. É sobre como você se enxerga quando sua mente te diz que você deveria ser diferente do que é. É sobre desenvolver a energia de quem você é e pode ser no dia a dia, com paciência, carinho. É sobre não precisar de muito pra alcançar o sentimento genuíno de liberdade. É sobre, mesmo enxergando seus erros, ser capaz de amar-se e perdoar-se mais uma vez. Sobre viver a vida enxergando o mundo com amor, a si mesmo com amor. Sobre mostrar pro outro, que esqueceu de sua própria natureza esplêndida, como é lindo ser quem nós somos, como é gratificante.
É sobre lembrar todos os dias que a caminhada de volta pro amor pode ser difícil, mas é linda, e extremamente recompensadora.
