Melhores de parquinhos de Brasília

Os parquinhos são uma das (muitas) coisas incríveis das superquadras do Plano Piloto de Brasília. Em cada quadra, lá está a garantia de horas de diversão e atividade física gratuita, ao ar livre e offline. Há parquinhos de todo tipo: alguns novinhos e bem conservados, outros tristemente abandonados.

Na verdade, os parquinhos são expressão exata desse jeito de viver coletivamente imaginado por Lucio Costa: a comunidade da quadra, quando organizada, cuida dos espaços de uso coletivo, sem ficar esperando que tudo venha dos cofres públicos, já sobrecarregados com tantas (e justas) demandas.

Para facilitar a vida dos pais, compartilho aqui nossas experiências em parquinhos de Brasília. Incluo alguns que não ficam em superquadras (a cidade está cheia deles!) e outros que não visitamos ainda, mas — tudo indica — valem a pena.

PS: aqui estão nossas descobertas em 3 meses morando em Brasília. Vamos acrescentando à medida em que Helena explorar mais a cidade! =)

315 norte

Um dos melhores parquinhos de Brasília, graças a uma prefeitura de quadra super atuante. Tem todos os brinquedos que as crianças amam, e passou por uma grande reforma em outubro de 2016. Foi colocado um “brinquedão” e balanços novos, e os demais brinquedos foram revitalizados.

A praça em torno do parque é super gostosa, com bancos na sombra para vigiar os pequenos. Ao lado fica uma quadra de esportes, para os maiores.

O interessante é que esse parquinho, graças a sua fama, vive cheio de crianças. Helena sempre faz amiguinhos, e já pede para voltar. Como moramos na 314, viramos assíduos.

A prefeitura organiza festas em datas especiais, com brinquedos infláveis e até sorvete, tudo de graça para quem chegar. Eles tem até página no Facebook, onde divulgam a programação.

Dica de programa combinado: feirinha orgânica da Igreja Messiânica (315/316), quartas e sábados pela manhã. Produtos orgânicos da Korin, incluindo frango assado!

112 norte

Parquinhos: Parquinho da 112 norte
Parquinho da 112 norte

Um parquinho muito bem cuidado, com brinquedos razoavelmente novos e super variados. É um pouco apertado, mas Helena amou assim mesmo. Ao contrário da maioria dos parquinhos que já visitamos, esse não é de areia, o que é uma opção bacana. Tem um piso do tipo de calçada, e um tanquinho de areia separado.

O melhor é combinar com uma visita à Saborella, na comercial da 112. Apenas um bloco separa o parquinho da melhor sorveteria da cidade! Enquanto a Cristina olhava Helena no parquinho, fui buscar nossas delícias, que saboreamos no banco em frente. Claro que voltaremos muito.

214 norte

Parquinho da 214 norte
Parquinho da 214 norte

Batizada de “Bela quadra”, a 214 norte é formada por prédios bem novos, valorizados pelo vizinho Parque Olhos D’Água. O parquinho é novíssimo e muito bem cuidado, como tudo por lá.

Em frente à entrada da quadra, e bem próximo ao parquinho, tem vendedores de água de coco geladinha aos finais de semana.

A comercial da 214 tem muitos restaurantes e bares bacanas, dá para fazer uma bela programação para agradar pais e crianças.

307 sul

Panorâmica do parquinho da 307 sul
Panorâmica do parquinho da 307 sul
Parquinho da 307 sul
Helena adorou o brinquedo de equilíbrio

Parquinho com jeito de antigo mas recém revitalizado. Todo de areia, é bem amplo, tem todos os clássicos e mais uns brinquedos que só tem lá.

Programa combinado: Igrejinha da 308 sul e almoço no Xique-Xique.

211 norte, bloco B

Parquinho da 211 norte
Parquinho da 211 norte

Quadra ainda incompleta, com dois prédios em construção (outubro/2016), a 211 norte não tem parquinho coletivo. Muitos prédios tem parquinhos próprios, porém pouco convidativos a pessoas de fora. A exceção fica por conta do parquinho do Bloco B, que fica voltado para a L1. É pequeno, mas super bem cuidado, e tem tudo o que Helena gosta. Ela adora brincar lá quando visita o priminho que mora no bloco C. O piso é de grama sintética.

115 norte

Ainda não visitamos com Helena, mas passei por lá outro dia depois de ver essa matéria no G1: Moradores arrecadam R$ 13 mil para reformar parquinho de quadra no DF.

De fato, ficou bem bonito. Se as crianças tiverem energia, dá pra combinar com uma visita ao Eixão nos domingos — é exatamente nessa altura que ficam os brinquedos infláveis, o Pedal Kart e os triciclos. Na comercial da 115 norte tem um restaurante que queremos conhecer, o Nosso Mar.

212 sul

Parquinho da 212 sul
Parquinho da 212 sul (foto do Roteiro Baby)

Esse está na lista para visitar. Vimos essa foto no post essencial do Roteiro Baby, Dicas de parquinhos em Brasília. Segundo eles, foi recém revitalizado por moradores. Para combinar com sorvete, tem uma loja da Delícias do Cerrado na quadra comercial que estou louco para visitar.

CCBB

Parquinhos: parquinho do CCBB
O “casulo” do CCBB

Um dos programas mais bacanas da cidade, o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) é rodeado de uma grande área verde, que tem como peça central o parquinho-obra de arte Casulo, do artista Darlan Rosa.

São quatro brinquedos super diferentes e interativos. Dois deles tocam sons quando as crianças brincam, um tem um esguicho de água divertido, e o maior é um super escorrega-túnel. Aos finais de semana, fica cheio de crianças, e Helena sempre faz amiguinhos. O lugar também é ótimo para festinhas ao ar livre.

E tem sorvete! No café do CCBB, tem dois freezers — um de paletas e um da Delícias do Cerrado, nosso preferido.

Bem pertinho dali fica um dos melhores restaurantes da cidade, o Oliver, que monta um pula-pula aos finais de semana.

Parque Olhos d’Água

No lugar onde seriam as quadras 413 e 414, surgiu um lindo parque no cerrado. É um excelente programa com crianças.

São dois parquinhos, com propostas bem diferentes:

Olhos d'água
O parquinho “sem graça”

Um fica bem próximo à entrada que fica junto ao Bloco Q da 415 (sugestão: pare o carro dentro da quadra). É um parquinho clássico, de madeira, super conservado. Helena, no enquanto, achou “sem graça”. :)

Assim, decidimos explorar o resto da área e encontramos o EcoParque, um parquinho “no meio do mato”, que se propõe a ensinar práticas sustentáveis às crianças em suas várias “estações”. Helena adorou uma torre alta com um escorrega, a parede de escalada e um circuito de equilíbrio. Nesse vídeo o idealizador do parque explica a proposta.

Como fomos em plena seca, eu e Helena ficamos com barro da cabeça aos pés, mas nos divertimos muito!

Escorrega do EcoParque
Escorrega do EcoParque

Pontão do Lago Sul

Parquino do Pontão
Um dos parquinhos do Pontão

Um programa que a gente adora: almoçar no Pontão e depois brincar no parquinho. Há vários restaurantes bons, mas o nosso preferido é o Mormaii. Quem tem filho, sabe: nada como um buffet bem variado, que agrada pais e filhos, e não precisa ficar esperando a comida chegar.

A área tem dois parquinhos. Curiosamente, nenhum tem escorregador! Como pode? Mesmo assim, Helena adora brincar no parque maior, todo de madeira. Já fez amiguinhos e brincou de encontrar “tesouros”: coisinhas encontradas no chão do parque. ❤

Não poderia faltar o sorvete, para nós e para ela: o quiosque La Paleta tem picolés deliciosos.

Parque Ana Lídia

Parque Ana Lídia
Helena no “foguetinho”

Um clássico brasiliense, o famoso “parque do foguetinho” é um ótimo programa. Ainda que os brinquedos estejam um pouco velhinhos, Helena adorou o passeio. A grande atração, claro, é o foguete, uma aventura nas alturas para os pequenos. O parque é bastante amplo (o maior desta lista) e tem vários locais para brincar na areia.

Como fica numa área muito central, é ideal para quem está hospedado nos setores hoteleiros sul ou norte.

Combina muito bem com uma visita à Torre de Televisão, mas não recomendo fazer o trajeto a pé — peça um taxi ou Uber. Também combina com o Parque Nicolândia e com o novo Outback do Venâncio.

314 norte*

Parquinho da 314
Helena se diverte

Este parquinho certamente não está entre os “melhores parquinhos de Brasília”, mas sinto-me obrigado a mencioná-lo uma vez que moramos nesta quadra. Logo, Helena visita-o com frequência e já fez bons amiguinhos por lá. Os brinquedos funcionam e divertem, mas poderiam estar melhor conservados. Há um balanço quebrado e nenhum movimento para consertá-lo. Fica evidente a diferença para a vizinha 315, que abre este post.


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