Crueldade animal desnecessária e ultrapassada

A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.” — Arthur Schopenhauer

Até que ponto o teste em animais é aceitável? Como saber se isso é plausível ou não? Quando compramos um simples produto, que seja um shampoo ou um remédio para gripe, não sabemos a logística por trás das prateleiras, não sabemos o que se passa.

O que se passa por trás do comércio é uma prática de crueldade aos animais, que são submetidos a diversos tipos de testes, onde são na maioria das vezes maltratados e vivem em condições precárias.

Além de toda essa questão do bem estar dos seres não sabemos se os testes são cem por cento eficazes. Afinal, como um teste de um produto em um roedor poderá se aplicar totalmente em um ser humano? São criaturas distintas, o dna é descoincidente.

Há outras alternativas que são mais eficazes e não financiam a crueldade, como o testes em pele descartada de cirurgias plásticas, ou seja, tecido humano. Mas as indústrias não dão o braço a torcer. Bom, não é preciso mencionar o quão cruel é realizar testes em animais indefesos que nem se quer farão uso daquele produto. Então, podemos considerar essa uma prática que além de atroz é ultrapassada, sendo que já foi comprovado que outros estudos são mais eficientes mas ainda assim cerca de cento e quinze milhões de animais são mortos todos os anos nesses testes.

Essa é uma questão que ocorre há muito tempo, mas mesmo assim não é um assunto considerado de alta relevância, já que quase não se fala sobre isso. Há alguns anos atrás alguns ativistas libertaram cachorros da raça beagle em um instituto de pesquisa, quando isso aconteceu muitos se pronunciaram sobre, horrorizados com as práticas realizadas no laboratório em questão. Mas também essa preocupação só existiu por serem animais considerados domésticos, isso acontece porque sermos seres “especistas”.

O termo “especismo” trata-se de uma teoria criada pelo psicólogo Richard Ryder, na qual baseia-se no preconceito do homem com outras espécies, com base em diferenças físicas. Tal como o racismo, que estabelece uma hierarquia entre as raças, com base na cor de suas peles; podemos dizer que o especismo é um tipo de discriminação, que ao invés de valorizar as semelhanças que temos com os animais, decidimos ressalta-las, e escolhemos nos colocar como um padrão de referência, os seres no topo da hierarquia hipotética das espécies.

Em virtude dos fatos mencionados pode-se chegar a conclusão de que a indústria poderia encerrar esse tipo de prática, e se eles se negarem o mínimo que podemos fazer é não financiar essas marcas, consumindo produtos livres de crueldade.