Por que você não deveria ter medo de amar

É normal que ao longo do tempo o coração de qualquer pessoa esfrie e vire pedra, afinal, ninguém é de ferro para aguentar tantas decepções e continuar acreditando no amor.
Porém eu fiz esse texto para fazer você refletir a respeito dos seus próprios sentimentos, medo e orgulho. Então antes de começar, tire tudo. Tire a sua máscara, a sua roupa, sua insegurança e rancor. Tire o sorriso que você coloca no rosto para fingir que está feliz. Tire a casca que você criou para se “proteger” do amor. Deixe a sua alma totalmente nua, e então prossiga com a leitura.

Certo dia eu estava no ônibus quando um velhinho sentou-se ao meu lado. Ele me deu um panfleto, no qual havia escrito um pequeno texto sobre a importância do amor na vida dos jovens, e o título era “Por que você não deveria ter medo de amar?”, assim como o título desse texto que você está lendo agora. Eu dobrei o panfleto e guardei no bolso, e o velhinho perguntou se eu ainda acreditava no amor; respondi que sim, mas que tinha medo de amar. Então ele disse: “Quando eu tinha a sua idade eu fui apaixonado por uma moça que fazia o meu mundo parecer mais bonito. Mas eu não tive coragem de correr atrás dela, sempre fui muito orgulhoso e também tinha medo de ser rejeitado e sofrer. A vida passou diante dos meus olhos, e hoje mais uma vez eu estou voltando para casa sem ela.
Ela está sentada no banco da frente e também está voltando para casa, onde tem alguém que a espera, alguém que teve coragem de correr atrás dela quando eu me sufocava com meu próprio orgulho e medo. Então, meu jovem, não tenha medo e não perca seu tempo. Corra atrás do amor para não chegar no final da vida como eu. É triste chegar em casa e perceber que esqueceu o seu amor no banco de um ônibus.”

Tudo bem, o relato acima é fictício e eu o escrevi para fazer você refletir sobre o medo e orgulho.
Não seja como o velhinho do ônibus. Se você ama alguém, corra atrás e se jogue. Se você cair, tudo bem, é melhor do que viver o resto da sua vida arrependido por não ter ido atrás do amor.

Não seja apaixonado somente por aparências e corpos bonitos. Seja apaixonado por quem faz você rir até quando o vento bate na sua cara. Seja apaixonado pela pessoa que predomina em seus pensamentos durante a madrugada. Seja apaixonado pela primeira pessoa que você pensa quando acorda. Seja apaixonado pela última pessoa que você pensa antes de dormir. Seja apaixonado por quem faz o seu coração acelerar quando te manda mensagem. Mas também não vale simplesmente ser apaixonado, você precisa colocar seus sentimentos para fora, sem medo de ser bobo. Aliás, o amor em si já é bobo, mas é bom. 
Não guarde para si todos os seus sentimentos, e também não deixe seus amigos sobrecarregados com seus desabafos. O ideal é você chegar até quem você ama e dizer tudo o que você sente. Mas antes disso, faça o que eu te disse no início desse texto: Tire a sua máscara, a sua roupa, sua insegurança e rancor. Tire o sorriso que você coloca no rosto para fingir que está feliz. Tire a casca que você criou para se “proteger” do amor. Deixe a sua alma totalmente nua, e então coloque seus sentimentos para fora. 
Se você sofre de amor, não tente se distrair ou procurar outra pessoa para te fazer feliz. Sinta a intensidade da dor e aprenda algo com isso. Expresse a sua dor através da arte. Faça desenhos, escreva poesias, contos… Enfim, não faz bem guardar a dor para si, então coloque-a para fora de alguma forma produtiva.

Por fim, eu vou terminar esse texto com a modificação de uma citação presente no livro A Ladeira da Saudade, de Ganymédes José:

Este texto foi para todos os jovens— de corpo ou de espírito— que ainda acreditam que o romantismo é a maior riqueza da alma.