Do Windows ao Linux (Parte 1)

Uma instalação mal-sucedida, mais um ‘malware’ impossível de remover do sistema e daí temos a receita perfeita pra uma mudança drástica.

“Trate bem esse seu amigo, ele não te abandona.” Foto: Pixabay

Sempre fui fã do Windows. Também pudera, o primeiro sistema operacional de qualquer um. Seu primeiro contato com computadores sempre vem por ele, tem até os que, por pura falta de conhecimento, considerem apenas um “computador de verdade” aqueles que vem com o sistema operacional em questão.

Eu não gostava do Windows apenas por isso. Além de ter sido minha primeira referência em questão de sistema operacional, sempre achei ele prático, tem de tudo ali: Quer fazer um trabalho de escola? Word. Uma planilha de gastos? Excel. Uma apresentação tosca para um seminário de faculdade? Powerpoint. E eu não descrevi nem 1% dos programas e das soluções que ele te dá, tem de tudo mesmo né?

Então nessa mesma de sempre, precisei dar uma geral no meu notebook. Fiz o backup dos meus documentos indispensáveis no Google Drive, desapeguei de todo o resto, softwares instalados, arquivos de mídia salvos, preferências e todo o resto. Tudo pro lixo, ou melhor, “Lixeira”.

Reinstalei o sistema, fiz tudo certinho, baixei os drivers do notebook, tudo lindo, “maravilha!”. Parti para a instalação de alguns softwares utilitários…

O Windows é muito lindo nisso, esse lance de instalar as coisas apertando “Next” incessantemente até chegar o “Finish” e seu programa estar pronto pra instalar é mesmo uma mão na roda. Mas é essa mesma comodidade que pode te deixar na merda também.

Hoje em dia você precisa ter cuidado na hora do “Next”, num desses cliques corridos, você pode acabar deixando alguma coisa passar, e foi o que eu deixei acontecer: Numa das janelas tinha alguma coisa em inglês, geralmente com alguma imagem amigável e você só consegue “driblar” isso se for bom em lógica de programação e souber desviar do labirinto verbal deles.

Você concorda em instalar este software que vai consumir alguns gigabytes do seu disco, abrir janelas sem que você queira e transformar sua experiência num verdadeiro inferno? Se você concorda desmarque essa opção e não clique em “Next”, aperte “Ok”, se apertar “Cancelar” sua instalação(???) não será concluída!

Instalei um malware no meu PC, logo na instalação do primeiro programinha… Tava tudo estragado, navegador não abria mais nada, conexão interrompida, avisos no canto da tela me pedindo pra clicar no “foguete” pra otimizar o computador.

Tentei desinstalar, em vão… Desinstalava, pedia pra reiniciar, quando reiniciava, voltava com outros piores… Meu amigo! Quem ganha a vida desenvolvendo essas coisas deve ter vergonha até de ir buscar o filho na escola.

Primeiro a revolta! Depois o contentamento e aceitação… É cansativo, mas foi tão revoltante que lembrei do Linux. Aquele sistema que todo mundo torce o nariz, que fala mal sem saber, que até se benzia quando passava pela ala de informática do “Carrefour” quando via aqueles computadores mais baratos porque traziam o sistema instalado.

Foram alguns dias pra instalar, usar e entender diferença entre “kernel” e “distro”, entender as versões e o que cada uma trazia.

Pra te falar a verdade, o “Linux” ainda é algo com muita coisa pra ser descoberta pra mim, mas fato é que se eu puder recomendar o SO pra alguém eu faço isso sem medo.

Um sistema onde as distribuições, na sua maioria, são gratuitas, com suporte e softwares a altura, sentir falta de um sistema “fechado” como o Windows é muito mais por mero vício ou desconhecimento mesmo.

Comecei usando o Ubuntu, na verdade é o primeiro nome que vem relacionado ao Linux na cabeça da maioria, obviamente por ser o mais divulgado e difundido… É uma ótima forma de entrada, porém, com o tempo ficou pesado na minha “máquina”.

Passei pela grande maioria das distribuições (ou “distros”), e acabei me sentindo melhor na Ubuntu Mate, leve, simples, aparência legal e não me falta nada.

O grande problema de nós, enquanto ignorantes ao Linux, é que nós pensamos que não vamos poder usar nosso computador como “normalmente” fazemos com o Windows, que vai nos faltar ferramentas, ou que o sistema é complicado, apenas para nerds e programadores (já foi, dizem, não vivi isso!), mas a verdade é que você vai ter tudo o que você já tem no seu sistema favorito…

Apenas para efeito comparativo aos programas da suíte Office que eu mencionei lá em cima, nas distribuições de Linux existe o “Libre Office” que é exatamente a mesma coisa, as mesmas ferramentas e te atendem igualmente.

Como esse artigo tá muito extenso eu vou dividir ele em algumas partes pra poder entrar em maiores detalhes sobre essas alternativas e mencionando até alternativas multi-plataformas que se encontram em nuvem.

Finalizo essa parte apenas mencionando a importância desse artigo pra explicar de maneira fácil e rápida do software livre. Usar algo gratuito e sem precisar de artimanhas (cracks e keygens) é algo bem satisfatório e se livrar disso te traz até uma certa paz e sensação de dever sendo cumprido perante a sociedade. :)

Enfim, até a segunda parte!

Like what you read? Give Júlio Brazão a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.