O Homem Primitivo

O HOMEM PRIMITIVO (La Prahomo)

Karolo Piĉ (Karel Píč), 1920–1995
Traduzido do esperanto por Júlio César Pedrosa

Dizem
que a poesia é tão antiga quanto a humanidade.
Mas isso é um erro.
Pois de todas as artes
a literatura é a última.

O homem de Heidelberg
parece que ainda não falava.
Sua única poesia era o crepitar do fogo.

O neandertal não conhecia a escrita.

E o primeiro poema do homem primitivo de Altamira
não foi um soneto,
mas um bisão,
desenhado na parede de uma caverna.

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