Era pra ser um poema

Hoje de manhã estava no banho cantando Bethania e consequentemente pensando em você, com todo respeito, não me venha com essa mente poluída pensar coisas sobre meu banho. Jamais faria isso que você está imaginando na frente da Maria Bethania, imagina. Mas entre um verso Carta de amor e um refrão de Reconvexo, sempre cabe um pouco de você.

Então comecei a pensar em um poema, que na minha cabeça parecia algo muito bonito e bem escrito, mas com a falta de habilidade tanto na escrita quanto na criatividade, o mais longe que cheguei foi no título.

Nesse poema eu estava pensando em dizer que poderia discorrer sobre o amor apenas soletrando, vagarosamente, cada letra do seu nome. Poderia até fazer um monólogo sobre a ansiedade apenas com as discussões sobre os nomes dos filhos que a gente ainda nem pensou em ter, inclusive dar exemplos de organização e meticulosidade simplesmente mostrando argumentos para usar nas discussões que nós provavelmente iremos ter.

Pensei sobre muitas coisas, confesso. Mas quando estava chegando perto de um rascunho sobre tudo o que poderia acontecer, percebi que todo o esforço seria tão desnecessário quanto aquela sua excelente ideia nos conhecer. Até porque nada disso vai valer a pena quando chegar a nossa vez no restaurante e você, que já estava atrasada, avisar por mensagem que achou melhor voltar com o seu ex.

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