Libertação antológica a aquele que se fez redenção em você
Quando penso em escrever, todos os meus sentimentos me vêm à mente, porém não consigo. Penso então porque não consigo. Dai só me vem um único sentimento à cabeça: vazio.
Penso se o vazio é porque você me deixou, penso se é pela insegurança de não ter quem deixar, penso, o que é um vazio?
Como qualquer forma de arte meu corpo se entrega a tal força onde me despido de tudo aquilo que é abominável pela alma.
Minha nudez agora se transforma em admiração para aqueles que buscam por algo apreciar.
Enquanto na verdade, minha nudez é a minha alma despida, vejo e percebo que é crua. Crua como meus versos. Vazia como minhas palavras.
Mas há algo de maior que sinto dentro disso tudo
Há algo em que busco encontrar o mesmo
Talvez o vazio seja meu asilo
Onde o escolhi para me vestir
Onde visito todos os dias, para não fazer feio e sair nua pelas ruas
Talvez o vazio seja meu repouso
E talvez a vida seja isso, uma libertação antológica á aquele que se fez redenção em mim
Que é meu despir
Que é meu pensar
Que é meu pecado da carne
Que é o buraco de minha alma quando a toco fervendo pelos meus versos.
