Sobre as classificações tipográficas

Primeiramente vamos falar sobre alguns conceitos. Afinal, o que é a tipografia?

A palavra tipografia tem origem do grego, sendo: typos = forma e graphein = escrita. Podemos dizer que ela é tanto a arte como o processo de criação na composição de um texto e, por sua vez, este pode ser físico ou digital. O seu objetivo é dar estrutura e forma à comunicação escrita.

Classificação das fontes

As fontes podem ser classificadas em 3 grupos principais, os quais se referem ao enquadramento tradicional: com serifa, sem serifa e cursiva. Cada um desses grupos possui suas características, vamos falar sobre cada um deles.

Com serifa

As serifas são semi-estruturas (aqueles tracinhos) que ficam sempre nas extremidades de uma fonte. As fontes com serifa possuem esses pequenos prolongamentos em suas extremidades. Um exemplo que todos conhecem é a clássica Times News Roman. Dentro desse grupo há sub-grupos, os quais se referem ao enquadramento histórico. Vamos discorrer um pouco sobre eles.

  • Humanista

Se originaram nos séculos XV e XVI, os tipos humanistas se assemelhavam a caligrafia clássica. São bem conectadas à caligrafia e ao movimento da mão e da pena no papel, o que justifica o seu nome e o seu eixo oblíquo.

  • Transicional

Possuem serifas menos “desleixadas” que os tipos humanistas, além de um eixo mais vertical. Surgiram durante a fase de transição entre as tipografias humanistas e modernas.

  • Moderna

Os tipos modernos ganharam destaque apenas durante o século XVIII. São caracterizados pela substituição da pena humanista pela pena metálica, que garantia maior precisão ao escritor, o que também possibilitava novas técnicas no desenho dos tipos. Ficou muito evidente na tipografia moderna o contraste entre traços grossos e finos em uma mesma letra, além de serifas mais retas e finas.

  • Egípcias

Foram feitas principalmente para utilização em cartazese e se expandiram ao longo do século XIX. São fontes bem mais pesadas assim como suas serifas que possuem na maioria das vezes a mesma largura de suas hastes. Esta categoria nasceu juntamente com os primeiros cartazes publicitários, neste período fontes decorativas foram criadas para chamar a atenção do público por volta do século XIX.

Sem serifa

As fontes Sans-Serif, do francês “sem serifa”, são aquelas que não possuem esses prolongamentos e pequenos traços nas extremidades das letras. Um exemplo que todos conhecem é a Arial. As sans-serif são divididas nos seguintes sub-grupos:

  • Humanistas

Mesmo que não possuam mais serifas, são tipografias baseadas em características humanistas como o fato da terminação das letras nem sempre terem linhas com ângulos de 90º, costumam ter o eixo vertical. Suas curvas são leves, e em alguns casos o remate da letra “a” lembra o final de um texto escrito em pena.

  • Transicionais

Esses tipos possuem um estilo reto e uniforme, parecido com os das letras transicionais serifadas. É muito usado no mundo todo, pois é básico e serve para muitas situações como um título, ou escrever um texto mantendo uma alta legibilidade.

  • Geométricas

São fontes originadas de formas geométricas como o círculo, quadrado e triângulo. Este tipo de fonte geralmente são “afiadas”. A e M possuem os topos de suas letras em forma de triângulos e os O e Q são formados a partir de círculos exatos. Um exemplo é a fonte Futura criada na época da 1ª Guerra Mundial. Ela tem uma percepção fria, quase sem expressão, são cantos de ângulos perfeitos, interiores com círculos perfeitos e pontas com triângulos bem afiados.

Cursivas

As fontes cursivas geralmente são usadas nos convites de casamento, elas se aproximam da escrita humana e passam maior sensação de humanização. São mais trabalhadas e com mais ornamentos, seu uso geralmente está associado à sofisticação, algum convite ou certificado. Pelo seu grande detalhamento ela não é aconselhada para textos longos.

Fontes:

Baseado no curso Fundamentals of Design, Level 1: Tipography. Code School.

E nos artigos: http://chiefofdesign.com.br/guia-tipografia-parte-01/ e http://chiefofdesign.com.br/guia-tipografia-parte-02/