CRA #1: A montanha russa de emoções

Hopi Hari — Vinhedo/SP

Lembra como era gostoso ir ao Parque de Diversões? Na minha infância, tínhamos dois dos grandões pra escolher e ir, em excursões de escola, ou com a família e amigos.

Nessa época, na escola, todo mundo arrumava alguém pra “ficar” com alguém nesses passeios, nunca vi graça nisso, pra mim o divertido era ir e brincar nos brinquedos mesmo, ter que dar atenção à alguém, andar de mão dada, perder tempo encostado se beijando, rs, tudo isso parecia atrapalhar a diversão mais que divertir pra mim.

Na história de hoje, tínhamos lá nosso 15~16 anos, namorávamos. Um dia ele disse que ia à um desses parques com os amigos. Nunca confiei nele. Nunca, desde sei lá, sempre. E nessa ocasião lembro de ficar transtornada de ciúme e dele junto com os amigos reforçar essa insegurança me dizendo “o que acontece no Hopi Hari, fica no Hopi Hari”.

Ele foi. Eu fiquei. No dia seguinte, nas semanas seguintes e até mesmo no mês seguinte, eu sofri quietinha me perguntando o que podia ter acontecido. Eles tiraram fotos que eu não podia ver, falavam em códigos e segredos sobre o que aconteceu lá, aparentemente, era divertido alimentar meu ciúme, era engraçado. Eles me torturaram por todo o tempo e vezes que puderam, até perder a graça, pra eles.

Mas tudo bem, com 15 anos… eram crianças, era só um parque e era só brincadeira.

Passou. O assunto voltou anos depois de vez em quando, mas tudo bem, eu fingia ter esquecido e que aquilo não me incomodava mais, mas a gente nunca esquece, não é mesmo?!

Drama de adolescente, né?! “Overreact”. Exagero.

Talvez pra você, mas não foi pra mim.