#Review | Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça

Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça

#TeamBatman ou #TeamSuperMan era a escolha a ser feita nas últimas semanas pré lançamento de Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça. A brincadeira nas redes sociais me levou a acreditar num real combate de dois dos maiores super-heróis de todos os tempos, eu realmente achei que ia ver uma briga muito boa e que finalmente Batman ia mostrar sua superioridade (acho que aqui fica claro de qual lado eu estava).

Com essa sede por uma treta muito boa, fui ao cinema assistir o filme na pré-estreia, queria ver sem spoilers, sem ler outras críticas, queria ir com a fé inabalada de que eles iam fazer um bom filme com meu herói favorito. E eles fizeram, é um bom filme, porém não é um bom Batman.

O filme tem aquele tom sombrio, cinzento, o clima é pesado e não tem piadinhas no meio pra te distrair, é um filme sério. As vidas de Bruce e Clark são mostradas como grandes dramas e a gente consegue ver um pouco do lado ruim de ser herói todos os dias.

No desenrolar da história, o filme te permite se envolver emocionalmente com as duas partes que não necessariamente querem coisas diferentes, mas tem pontos de vista e modos de agir que colidem e soltam faíscas em cada novo encontro.

No momento em que a luta realmente acontece, temos um Superman apaixonado e fraco por suas ligações sentimentais e um Batman bobo que foi facilmente manipulado pra chegar até ali, com isso, a luta em si acaba nem sendo o ponto alto do filme, quando ela começa, você já quer que tudo se resolva rápido porque tem coisas mais importantes acontecendo.

O vilão, Lex Luthor, não sei se pela atuação ou pelo roteiro, parece perdido no meio de uma soma de Mark Zuckerberg com Coringa que dá um resultado que te deixa sem entender qual suas motivações e qual a razão da sua existência nesse mundo e o monstro criado por ele, Apocalypse, se mostra tão perdido quanto, já que não passa nem perto da história original.

Jesse Eisenberg como M̶a̶r̶k̶ ̶Z̶u̶c̶k̶e̶r̶b̶e̶r̶g̶ Lex Luthor e CG como Apocalypse

O destaque surpreendente aqui fica pra lindíssima Gal Gadot que resgatou o filme duma queda livre com uma aparição que me arrancou uma lagriminha de felicidade (não liga pra mim, eu choro com qualquer coisa) mostrando uma Mulher Maravilha que eu realmente queria ver.

#TeamWonderWoman

Gostei da expectativa criada para uma sequência e para todos os próximos filmes da DC, os quais vou assistir sim, sem frescura e com a mesma expectativa de sempre. Não sou especialista em nenhum dos assuntos do filme, não li nenhum dos quadrinhos e não tinha expectativas altas, mas ainda assim o filme me decepcionou um tantinho e dou honestos 7/10.

E sobre ser #TeamBatman ou #TeamSuperMan, acho que a maioria termina o filme sendo #TeamWonderWoman mesmo.