Sep 3, 2018 · 1 min read
half of me

Oi pai, é, sou eu, de novo.
Dessa vez tua falta não me veio de supetão, não me empurrou escada abaixo e nem gritou no meu ouvido. Ela veio com calma, paciente, alta, mas delicada, na pontinha dos pés.
Já se fazem seis anos, e ainda não me acostumei com tua ausência aqui. Deveria? Espero que não. Gosto de saber que tu ainda permanece vivo, pelo menos, dentro de mim.
Quando tu se foi, levou de mim uma parte. E minha alma, diariamente, sente falta dela. Mas ta tudo bem, pode ficar. Eu gosto de sentir sua falta, é bom lembrar que já tive um pai.
Eu sinto muito a sua falta.
