SE SAIR POR ÚLTIMO, deixe as luzes acesas!

Fotografia: Juliana Ribeiro

Escolher entre o sim e o não. Entre o certo e o errado. Entre o conveniente e o desafiador. Escolher entre fazer a diferença ou permanecer no tão confortável lugar comum. Quais são as suas escolhas?

Você já parou para pensar que foram justamente essas escolhas que fizeram com que você estivesse aqui e agora. Que elas são fruto dos seus sonhos, dos desejos mais intensos e de tudo aquilo que você — em algum momento — almejou?

Nossas escolhas direcionam a nossa vida. E, refletindo sobre cada uma delas, devemos ser capazes de nos sentir grandes. Se isso não acontecer, é preciso re(avaliar). Afinal de contas, escolher não é um processo fácil — exige maturidade, discernimento, equilíbrio, atenção e, principalmente, CORAGEM!

São poucos os que escolhem viver de maneira plena e feliz. São poucos os que compartilham o sonho inovar e construir um mundo — mesmo que seja apenas o seu — melhor. São poucos os dispostos a se doar — dia após dia — sem se sentirem cansados, impotentes ou desestimulados. São poucos os que possuem a dádiva de conviver com a diferença — seja ela de raça, gênero, cultura, condição social, crença ou, simplesmente, opinião.

E, são menos ainda, aqueles que estão dispostos a se portarem como aprendizes — sem medo de errar, de cruzar a fronteira do conhecimento, de se perguntar o porquê das coisas. De trazer novas perspectivas para velhos conceitos e, neste processo, encontrar atalhos, interligações e produzirem curto-circuitos pouco (ou nunca) imaginados. O universo das escolhas é grandiosos e você não deve sentir medo de transitar por ele.

As pessoas que vivem plenamente não costumam ter o menor pudor em assumir que as fases mais fantásticas e inovadoras das suas vidas foram, exatamente, as que as forçaram a assumir o quanto eram ignorantes e o quanto ainda precisavam aprimorar o que escolhiam para si. A ignorância, por sinal, deveria ser vista como oportunidade. Oportunidade de se fazer o que nunca se fez, de aprender o que nunca havia imaginado que poderia existir, de mudar aquilo que, até então, parecia imutável. De oportunizar as escolhas. A ignorância, inclusive, pode ser o primeiro passo para a tão esperada transformação.

Mas, não se iluda. Esta transformação é um processo — árduo, lento e desafiador… Não existe fórmula mágica, tampouco final sempre feliz. Assim, não busque respostas, vá atrás de perguntas. Corra em direção aos problemas e não das soluções.

Não se assuste com o que, provavelmente, irá encontrar. Não tema a intensidade e a multiplicidade do mundo. Suporte as bifurcações do caminho, suporte a dor. Resista às perdas. E não se espante se, de repente, você se já não tiver certeza de mais nada…

É a dúvida que nos coloca em contato com um universo inteirinho de possibilidades, e em meio aos erros e acertos, você só terá uma conclusão: eu sinto algumas coisas.

É isso! A maior parte das nossas escolhas estão relacionadas ao sentir.

Então, pare! 
Respire! Sinta! 
Aproveite este momento mágico — mesmo se você tiver tido a experiência de viver um ano e tanto — um ano um tanto antagônico, difícil, desafiador e, por vezes, completamente sem sentido.

Respire mais uma vez.

Sinta! 
É preciso sentir. Conecte-se com você mesmo. Com as suas escolhas. 
Almeje dias sinestésicos, inexatos e surpreendentes. Ganhe fôlego com as angústias e as transformem em momentos de aprendizado raros. Tenha coragem para renegar tudo aquilo com que já se acostumou. Ouse e refaça ininterruptamente. Perca o fôlego nos instantes inconfessos dos seus dias.

Escolha! 
Escolha de novo! 
E mais uma vez…

E não se esqueça de deixar as luzes acesas! 
Só assim, as escolhas – as minhas, as suas, as nossas – irão marcar a inexatidão do tempo.

Que 2016 seja o ano das ESCOLHAS capazes de nos tornar, realmente, FELIZES.

Sigamos.

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