Mitos sobre estágios em pequenos escritórios de advocacia

A maior parte dos cursos de nível superior possui diretrizes curriculares que devem ser cumpridas, principalmente as que dizem respeito ao estágio curricular supervisionado. Em alguns cursos, como é o caso do curso de Direito, esse estágio é obrigatório, sendo parte integrante do estudante de Direito para conseguir a aprovação.

O estágio curricular tem como objetivo principal fazer com que o aluno de Direito conheça na prática sua área de atuação, criando condições para colocar em prática tudo aquilo que estudou ou está estudando durante o curso.

O estágio representa um dos períodos mais importantes da vida acadêmica, principalmente por colocar o aluno de Direito em contato com processos e com procedimentos que terá que lidar no futuro. Ao mesmo tempo é a fase em que o aluno de Direito consegue amadurecer seus conhecimentos, adquirindo experiência e ampliando até mesmo suas chances de escolher a área em que irá atuar quando advogado.

São duas situações que podem ser destacadas: o estágio curricular supervisionado, que é obrigatório para os estudantes de Direito, e o estágio remunerado que pode ser uma opção para o aluno a partir do segundo semestre de seu curso. Se o estudante de Direito tem vontade de conhecer melhor a sua futura área de atuação, o estágio remunerado pode ser de grande utilidade, tanto financeira quanto de formação.

Os alunos de Direito que buscam estágios remunerados, em grande parte das vezes, apenas encontram estágios em pequenos escritórios de advocacia. De um modo geral, os pequenos escritórios não possuem condições de estabelecer uma remuneração melhor, o que leva muitos estudantes a crer que esse tipo de estágio não irá trazer experiência.

Contudo, trata-se de uma visão equivocada! Mesmo em se tratando de um pequeno escritório, com poucos clientes e uma quantidade menor de processos, o escritório poderá ser de grande utilidade para sua experiência futura como advogado.

Para o estudante de Direito é importante aprender como atuar em sua profissão e — mesmo que os processos sejam menores e as condições não sejam as pretendidas — os procedimentos jurídicos são os mesmos de um escritório de maior porte.

Vale lembrar ainda que, quando chegar a hora de fazer o estágio supervisionado, obrigado pelo curso que está fazendo, um grande escritório irá dar preferência a um estudante de Direito que já tenha tido sua experiência, mesmo que em escritórios pequenos.

Esse simples fato vai mostrar para o escritório contratante que aquele estudante não se limitou a esperar sua vez e que buscou conhecer mais de sua profissão, mesmo que tenha sido em um escritório de menor porte.

Pensar que trabalhar durante um determinado período num escritório de menor porte possa ser degradante, possa ser algo que depõe contra si próprio é errado. É o mesmo que o estudante de Direito imaginar que ele é melhor e vai se tornar um advogado mais brilhante porque estudou numa universidade de grande reconhecimento nacional, em detrimento de um que tenha feito um curso numa faculdade de segundo nível no conceito geral.

O que o estudante de Direito deve levar em conta é que não é nem a universidade e nem o escritório quem faz o profissional, devendo ter uma visão exatamente oposta: é o profissional quem faz tanto a universidade quanto o escritório.

A postura é um dos pontos principais que precisam ser cuidados pelo advogado perante os clientes. O reconhecimento das potencialidades é importante e a humildade é uma das características que valorizam o ser humano.

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