Bora? Bora!

Era 00:01 do 1° dia de 2015. Eu começava o ano feliz, cercado de amigos, uma garrafa de Budweiser na mão esquerda e o celular na direita. Tentava mandar uma mensagem que provavelmente faria toda a diferença no ano que começava. A mensagem só foi enviada às 13:00, e de fato foi importante para o primeiro semestre do ano. Porém, hoje não faz a menor diferença.

Aliás, deixe-me começar o texto de um jeito melhor. São 03:26 do 365° (e último) dia de 2015. Pra variar, é madrugada e eu não consigo dormir. Melhor horário pra escrever. Eu termino o ano mais satisfeito do que comecei. Em breve estarei cercado de amigos, com uma garrafa de água na mão e nada de celular na outra. 2016 não vai começar que nem 2015. Nada além de desejos e objetivos em mente.

Esse ano foi bom, foi marcante. Deu fim a coisas que perduravam, mereciam, praticamente imploravam por um encerramento. Seja drástico ou não. Fim é fim e convenhamos que quanto mais dramático mais memorável. Mas 2015 também deu início a coisas que espero estarem bem longe do fim.

Foi nesse ano que comecei a escrever com mais frequência, criei essa página na qual você está agora, comecei minha faculdade, completei meu curso técnico, conheci pessoas maravilhosas que tiveram um papel muito importante, principalmente de Junho para cá. Se você está lendo isso, já te agradeço por ter o trabalho de clicar no link.

Acho que o fato mais importante foi em Fevereiro, quando comecei a morar sozinho. Por mais que eu sempre tenha sido bem independente, foi um passo gigantesco, um desafio que consegui tirar de letra e continuo tirando a cada dia e noite. Na vida profissional continuei a crescer. Sigo fazendo meu trabalho com profissionalismo, respeito e foco. Não acho que a vida humana deva se basear exclusivamente em prol do trabalho, por isso soube administrar bem a vida pessoal e profissional, sem deixar um interferir no outro.

Perdi o medo de muitas coisas. De me desligar de pessoas principalmente. Parceiro, o mundo não vai acabar se você der um chega-pra-lá naquela pessoa que não adiciona mais nada na sua vida. Vai na fé. Vai ser melhor, a curto ou a longo prazo. Ao mesmo tempo que abri mão de uns, abracei outros. Sim, eu sei que você está lendo isso, e por isso aproveito para agradecer por ter entrado na minha vida. Por onde você esteve nos anos anteriores e por que demorou tanto pra aparecer???

Abri a mente para alguns aspectos. E isso incomodou algumas pessoas. E tenho que admitir: saber que retrógrados se incomodam com seu crescimento intelectual é de dar pena. Percebi isso há uma semana atrás, quando soube que graças a este meu texto aqui (Família êh, família ah) alguns caras me chamaram de “Juan Dois Papos” em um grupo interno. Coincidentemente ou não, esse foi o texto com maior número de visitações. Sim, meu pensamento mudou em relação ao que eu tinha há uns 2, 3 anos atrás, no ensino médio. Isso não me faz dois papos. Eu melhorei. Vocês continuam nessa aí. Fazer o que né?! Aí gordinho, é por isso que você tá sozinho até hoje HAHAHAHA

Melhorei minhas reações à determinadas situações. Me permiti ser mais seletivo, me dei o direito da dúvida (no qual antes tinha certo repulso). Não é a toa que termino o ano na duvida entre três incógnitas.

Três incógnitas. Quem diria que esse Juan que aqui escreve teria que enfrentar dúvidas em relação a isso… E que coisa booooooa poder escolher HAHAHAHAHA Como o mundo dá voltas. E essas voltas fizeram muito bem. Uma amiga me disse certa vez e nunca vou esquecer: “Eu te apresento a melhor parte, A Recuperação”.

Esse ano não vai ter “Música de 2015”. Foram tantas que não seria justo escolher apenas uma. I Lived (One Republic), Latch (Disclosure), Dreams (Bastille), Do You Wanna Know e I Wanna Be Yours (Arctic Monkeys), The Hills (The Weeknd), Ink (Coldplay), Vagabundo Também Ama (Oriente), Não Me Deixe Sozinho — que eu prefiro chamar de Ficar Sozinho da Caô — (Nego do Borel)… Cada uma pra um momento. Ou seria pra uma pessoa? Talvez os dois. Do you REALLY wanna know? Melhor não. .

I said Te Amo, wish somebody tell me what she said
Don’t it mean I love you? — Ah, cara!

Termino o ano sem dizer “Eu te amo” há 6 meses. E isso me trás muita alegria, por incrível que pareça. Amar é bom, mas não amar as pessoas erradas é melhor ainda.

Não sou de acreditar em destino. Sou do grupo que acredita em sorte (sim, pra mim tem diferença!). E tudo que rolou em 2015 teve um motivo. Nada foi em vão. Se rolou é porque tinha que rolar. Se não rolou, ainda vai rolar, relaxa.

Com sorte ou não, o importante é que foi um ano bem vivido. Hoje olho pra trás e não me arrependo de absolutamente nada. E vou continuar lutando pra não me arrepender nos anos que estão por vir.

Faltam 15 dias pra completar 20 anos, to ansioso pra isso, mas não posso esquecer que 2015 foi o 19° ano em que aprendi. Aprendi a aprender. Aprendi a perder. Aprendi a ganhar no tempo certo. Aprendi a ter mais amor próprio, ser mais paciente. Aprendi melhor, aprendi mais rápido, aprendi com mais sabedoria. Aprendi sem ressentimentos, sem receios. E seguirei aprendendo. Porque “a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. Sabe quem disse isso? Einstein. Mas isso não vai mudar seu dia. Foi só pra tentar dar um tom de sabedoria no texto.

2015 faz a aproximação final. 2016 já nos espera a postos. Agora tá na sua vez. Vai lá, agradece ao seu Deus, Buda, Santo, dá tchau e parte. Tem um futuro chegando. Histórias não se escrevem sozinhas. Bora? Bora!

Valeu 2015.

Até 2016.

Fim/Início