You’re so vicious
Quando a acusação de toxicidade é reflexo da própria nocividade é hora de buscar melhorar, de parar de ferir. Aceitar que não se está somente sendo intoxicado como também intoxicando.
Ainda não apaguei sua conversa, mesmo sabendo que vou fazê-lo quando você decidir que podemos nos falar novamente.
É entediante e patética a forma com a qual eu olho tudo o que você me deixa ver - migalhas da sua existência, restos na vasilha do meu alimento emocional. As palavras que você escreve ora causam-me esperança descabida, ora causam-me repulsa e sentimento de insignificância perante seu sofrimento. Seu sofrimento.
É engraçado perceber quantas vezes passei por cima do que eu sentia por você… Você tinha consciência disso e não me parou. Eu, no desespero da minha inconsciência do que estava acontecendo, continuei fazendo o que não sabia pra te fazer feliz…
No fim, seu argumento de que passara por cima de tudo, de que me colocara sempre em primeiro lugar de tudo o que fazia só me fez questionar o que seria isso, essa sua abnegação que eu nunca percebi. Sexo.
Me deixava triste transar sabendo que você não queria gozar…. Transar comigo mesma e só… Era triste sentir, de fato, que você tava se esforçando pra me dar prazer, que você tava pondo em prática suas pesquisas a respeito, mas sempre houve momentos nos quais você não tava lá.
Eu tenho muita mágoa da sua falta de jeito. Senti muitas vezes falta de compaixão, de empatia. Tenha mágoa dos seus preconceitos. Mágoa de não ter respostas, de não ser atendida. Tenho mágoa das coisas que você me impôs e não seguiu…
Aos poucos, deixo de te amar.