colaboradores que não colaboram #1
colaboradores dinossauros
Depois de falar sobre líderes, agora vamos falar sobre o outro lado: os funcionários.
Utilizando-me de experiências pessoais e também de colegas, vou trazer uma série de postagens sobre esses funcionários que dão trabalho. E hoje, começaremos com os “perdidos no tempo”.
Esse típico colaborador já foi, em algum ponto de sua vida, expert em alguma coisa. E não foi de faz de conta não, foi expert de verdade. Sabia tudo sobre determinada tarefa, ou rotina, ou produto, e dominava melhor do que ninguém.
Porém anos se passaram, e esse funcionário ficou no passado. Sempre que pode, ele tenta usar e encontrar utilidades para seu conhecimento de ouro, por mais que isso não se aplique mais. Ele não se atualiza, ele não se adapta, ele não evolui. Ele se torna uma espécie de papagaio.
Um exemplo que tenho, é na verdade terceirizado. Fiquei sabendo, e recebi as folhas comprovando, que há professores de faculdade que pararam no tempo. Sabemos que no ensino público isso é até comum (e triste), mas no caso estamos falando de uma faculdade bem conhecida e ~meh, quase~ respeitada. Para efeito de ilustração temporal, digamos que este professor foi um dos primeiros a desembarcar na Ilha de Vera Cruz.
No caso, vi nos textos, e nas perguntas sobre o mesmo, coisas por volta do ano de 2006, e que já foram mais que refutadas e corrigidas. Coisas grosseiras MESMO. O que na época, estava “correto”, hoje é um cenário totalmente diferente. Mas porque continua assim então? Porque para este professor, funcionava nesta época, então tem que continuar funcionando. Why not? Formando pessoas que já saem da faculdade desatualizadas? Sim, e daí?
Outro exemplo que tenho é de um antigo trabalho, a alguns anos atrás. Eu tinha um conhecido que ele tinha um amor incondicional por RAID. Sempre que ele podia, ele sugeria ou implantava RAID, mesmo nos cenários mais ridículos e banais. Lugares que, obviamente, eram um desperdício de recursos.
Para alguns, lendo isso, devem pensar: solução elegando de FAIL OVER. Usando um RAID1 (mirror), caso ocorra uma pane ou falha mecânica, troca-se o HD, gera-se um clone, faz-se um sincronismo e pronto, nada perdido. O problema é que o RAID em questão era sempre o RAID0 (strip). Sempre. Nem preciso dizer quantas merdas isso deu ao longo do tempo…
Agora pare por um segundo e pense: quantos amigos continuam fazendo as mesmas coisas, over and over and over again? Quantos colegas de trabalho ainda não jogaram fora aquele CD do Ubuntu 10.04? Quantos ainda usam “aquele programinha muito útil em ‘DOS’”? Quantos ainda usam aquela planilha para calcular coisas que sua avó usava quando era virgem? Quantos ainda usam bluetooth para transferir arquivos? (tá, peguei pesado agora)
O fato é, existem colaboradores que se apegam a certas rotinas, informações ou produtos, de uma forma quase afetiva, e não os largam mais. E isso não é o problema, o problema é que isso o impede de ver o novo, de se atualizar, de ver como as coisas são bem diferentes, práticas ou melhores. Limitando não somente a si mesmo, mas sim a empresa, seus colaboradores e clientes, como um todo.
E vocês sabem como Murphy é, um dia ele vai vir receber a conta…