O amor é um vício

Começa como todos os vícios geralmente começam: experimentação.
As palavras se experimentam, as bocas se experimentam, os corpos se experimentam, até que tudo é digerido, metabolizado e passa a te constituir.
Os neurotransmissores ficam em festa! É uma verdadeira chuva de sinapses prazerosas.
Mas aí então sua tolerância vai aumentando e, aos poucos, você quer mais e mais… Inicia-se a dependência.
Como todo vício, nem tudo são flores. Por vezes você pode se questionar se quer ou não continuar. Coloca na balança, faz a velha lista mental dos prós e contras…
Mas há algo que insiste e que persiste. O amor também é teimoso — é uma substância que causa dependência. Como abandonar uma droga tão poderosa? É possível amar em doses homeopáticas?
Quando um dos dois decide pôr um fim, vem a pior fase: abstinência. Porque veja, o amor não permite redução de danos. Ele é ou não é.
O vazio da presença vai gerando as crises de abstinência e levando você à loucura… A saudade faz o viciado barganhar pra tentar diminuir sua dor…
“Não era tão ruim assim”
“Eu poderia mudar algumas coisas…”
“A gente pode consertar!”
“Volta”
“Eu te amo”

Aos poucos o corpo vai se acostumando com a falta, mesmo que nem sempre a mente siga o mesmo ritmo. Mas o tempo e o investimento em outras atividades vai curando as feridas. Até que um dia, outra pessoa faz seu coração acelerar. E começa tudo de novo... Amar é um vício delicioso.

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