As 5 melhores séries que assisti em 2016

Fim de ano é o tempo de retrospectivas, seleções, listas sobre o que fez, o que deveria ter feito e o que provavelmente nunca vai fazer. Eu, enfim embarquei nessa e resolvi fazer as minhas próprias listas.

2016 foi o ano que definitivamente eu mais assisti série até hoje. Coloquei algumas séries mainstreans em dia (Breaking Bad, por exemplo), fiquei ligado no que estava acontecendo por aí e tentei na medida do possível estar atualizado sobre o que acontecia no "mundo dos seriados".

A intenção aqui não é apresentar nenhuma metodologia (talvez porque nem tenha algo tão profundo assim) mas sim compartilhar aquilo que nesse ano eu gostei de assistir. A lista não tem ordem de melhor/pior, ela não é uma “baladinha” TOP 5+. Meu critério aqui é bem simples: Eu gostei e quero recomendar.

Mr. Robot, UCP & USA Network

Source: IMDB

Mr. Robot é uma série que me ganha pela sua produção. Eu gosto da história, embora na trama de 2016 alguns episódios foram bem morosos, mas a estética da série me cativa. Se o meio é a mensagem a estética conta história também: cortes de cena, fotografia, trabalho de cores, figurino entre outros fazem com que a série tenha uma pegada coerente do começo ao fim, mesmo que pareça devagar em alguns momentos.

Na minha opinião a série não é sobre hackers, corporações e governos, mas sobre como as dinâmicas de poder operam diante de nós. Isso é notável na 2ª temporada. É ingênuo pensar que dinheiro, status ou força são fontes de poder. O buraco é mais embaixo e Mr. Robot desenvolve sobre como isso está diante de nós.

The Get Down, Netflix

Source: IMDB

Direto do Bronx e das origens do Hip Hop vem uma das séries que mais me animou esse ano. Nem só de séries deeps e metafísicas vive o ser humano. The Get Down conta a história de Ezekiel Figuero (Justice Smith), um jovem e talentoso MC que ao lidar com seus problemas da adolescência nos conta um pouco sobre as raízes do Hip Hop. Recomendo que junto com a série se assista ao documentário Hip Hop Evolution (também no Netflix), é possível que ajude a apreciar melhor o conteúdo da série.

Visualmente a série é excelente, o destaque vai para os figurinos (que comunicam muito do que representa a própria série) e as contextualizações de cenas históricas importantes (incêndios no Bronx, por exemplo).

The Crown, Netflix

Source: IMDB

Muitos filmes e séries foram feitos contando as histórias de monarquias, mas pouquíssimos eu vi sendo sensíveis como The Crown foi até aqui. As antíteses de Lilibeth quanto a responsabilidade exigida precocemente e seus desejos pessoais são a trama de toda a primeira temporada. A série é elegante, sofisticada, quase impecável, digna de uma monarquia admirável, como é a monarquia britânica.

Demolidor, Netflix

Source: IMDB

O plot da “justiça com as próprias mãos” presente na primeira temporada se desenvolve de forma muito mais elaborada nessa segunda temporada com a presença do Justiceiro. O senso de justiça de Murdock ganha um inimigo ou aliado?

Demolidor me chama atenção entre as séries de heróis pois ele representa um conceito de herói mais comum, que sangra e que precisa dos outros. A capacidade de Murdock é enxergar além da visão, mas não para lutar, e sim para saber com quem pode contar e “ser herói” junto com ele. Nessa seus amigos Foggy, Karen e Claire não são ordinários, mas essenciais.

Westworld, HBO

Source: IMDB

A série mais recente que assisti (terminei essa semana). Um duelo de titãs 2.0 no qual nosso mundo é o frágil Olimpo. Por trás de um velho-novo-oeste e tecnologias sofisticadas estão as grandes perguntas: O que nos faz humanos? O que forma a nossa consciência? O que é (ou quem é) Deus? Até onde vai a nossa liberdade (se é que existe)?


No fim toda narrativa é um fragmento de uma história sobre nós. Westworld não é sobre robôs, The Get Down não é apenas sobre Hip Hop e toda série quer contar algo sobre nós: nossas maiores virtudes e mazelas.

Também assisti outras séries esse ano, mas que por algum motivo não quis destacar aqui, estão entre elas Black Mirror, The Expanse e Vikings. Mas também as recomendo.

Escrevi sobre os livros que mais gostei esse ano também, dá um conferida lá: