Sentir
Jul 27, 2017 · 1 min read

De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh’alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!” Álvaro de Campos
Palavras vão surgindo como nuvens escuras de um dia nublado
Novamente fechaste-o teu lábio, encontra-se em silêncio
Sente-se como peso, espelhando suas experiências em calma
Lamuriava para teu interior, e como de costume não obteve resposta
Recomeçou, entrou em pânico quando deparas-te com o declínio humano
Que criam promessas imaginárias baseadas em filmes de péssimo gosto
Pregando o dever de amar como se não houvesse amanhã, sem ao menos saber o que é esse tal amor
Rio da comédia humana, cercada de puro egocentrismo e opiniões baseadas em favoritismo
Desconfortável, saiu, sem ao menos dizer seus verdadeiros motivos de estar submerso nessa indagação.
