Dans la salle de bain

É um hábito que dá vergonhinha, mas sei que quase todo mundo tem.
Deveria ter uma categoria separada só pra isso: os livros que a gente lê no banheiro…
Já tive desde auto-ajuda até filosofia moderna naquela prateleira a quem dedico diariamente uns poucos minutos de tédio absoluto e abstração total.
O último livro que levei pra passear no mundo dos tronos tem sido uma boa distração: Listas Extraordinárias, organizado por Shaun Usher e publicado pela Companhia das Letras.
Eu tenho meio mania de fazer listas absurdas, então me interessei de cara, mas tem umas aqui que ganham de lavada das minhas mais loucas. 
Tipo, tem o dicionário do beberrão, por Benjamin Franklin, que lista 228 termos para descrever o estado de embriaguez. Tem uma lista que o Einstein fez para a mulher quando se separou, colocando regras de convivência entre os dois (gênio babaca inclusive), tem lista de como se tornar elegante, lista de regras estapafúrdias, enfim, vários pequenos textos que além de preencher com rapidez aqueles minutinhos monótonos, também dão matéria-prima pra pensar um pouco mais. 
Uma que ficou na minha cabeça e que já voltei pra ver de novo algumas vezes foi essa: Quando eu envelhecer, feita em 1699, pelo escritor inglês Jonathan Swift.