
D.I.Y. na Prática
montando um armário de cozinha
No último dia das mães, presenteei a minha com um armário de cozinha modulado de três peças. Reconheço o movimento que diz que o presente deveria ser para a mãe e não para a casa, mas a minha realmente gosta de ganhar complementos para algo que ela batalhou muito para possuir, e as menções ao desejo do armário já eram bem antigas.
Fui lá, enfrentei o shopping, encontrei uma bela promoção, paguei o dito e a pergunta final do vendedor foi, “o nosso serviço de montagem custa R$ 30,00, vai contratar?”. Trinta segundos de indecisão, mais uma avaliação no armário, “vem com o manual de montagem, não é?”, pensamentos sobre a aversão de pessoas estranhas na minha casa, e a pequena economia foi o que menos pesou, a diferença real foi, “qual o real motivo para eu não fazer isto sozinho?”.
Uma semana depois o armário chegou, custou três horas de uma sexta-feira a noite, muitas dores nas costas e um corte no dedo para montar, mais duas horas de uma tarde chuvosa de sábado para instalar na parede e colocar as portas de um jeito que fechassem. Ficou um pouco torto para a esquerda, mas achei charmoso, e o processo de guardar alguns utensílios de vidro dentro dele me deixou especialmente tenso.
No fim me rendeu um tempo compartilhado com a minha mãe tentando descobrir onde estavam os três manuais e qual parafuso iria em qual buraco, o que foi um ótimo presente. Porém o principal foi a satisfação de ter feito aquilo, de ter transformado os 32 Kg de chapas de aço pré-moldado em uma parte da minha cozinha e da minha família. Abrir as pequenas portas nas semanas seguintes para pegar um copo e lembrar do esforço necessário para que elas fechassem corretamente.
E passar pelo meu armário torto e sempre pensar em fazer melhor na próxima vez.
Postado originalmente em Dança do Cachorro Louco.
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