Amor no século 21!

Já estamos na segunda década desse novo século e é preciso pensar nas mudanças que estamos vivendo cotidianamente, precisamos enxergar as mudanças que estão acontecendo logo, pois estão acontecendo muitas e muito rápido. Tenho observado muito os problemas cada vez mais comuns e mais complexos nas relações afetivas, e procurado pensar e entender as dificuldades e paradoxos do que queremos e viver e do que realmente vivemos.

Comecei a perceber com idealizamos nossas relações de uma forma naturalizada e não conseguimos olhar para nossas relações com mais realismo, e o pior nossa idealização não se atualizou, estamos idealizando um relação que foi comum no século 20, mas está cada menos provável nos dias atuais.

Ainda sonhamos com casamentos, e relacionamentos para vida toda, pensamos em parceiros como propriedade e como um vinculo vitalício, começamos relações sem pensar em data de validade, acreditamos em um felizes para sempre, mas esse pensamento talvez se concretizasse no século passado, o que temos hoje é um numero de divórcios cada vez maior, as pessoas estão casando menos, acho que algumas estão caindo na real, sim a realidade não é mais a mesma, e precisamos mudar nossa ideia de relacionamento, pararmos de idealizar no primeiro beijo, um relação vitalicia.

O século 21 não te dá mais garantias e nem segurança ou confiança como o século 20, ele te dá liberdade para ir e vir, pra dizer sim ou não, para tentar ser quem você quiser ser, nas relações precisamos entender que um “eu te amo” está implícito hoje, e não mais para sempre, nossas relações estão veiculadas ao presente e não mais a um futuro seguro, que seja eterno enquanto dure faz todo sentido, mais pelo “enquanto dure” do que pelo eterno, precisamos parar de pensar em “para sempre”, a não ser que estejamos falando de passado, sim estará no seu passado para sempre, mas não significa que em seu futuro também.

Se entendermos isso, começamos a olhar para nossas relações como processos que tem inicio e fim, como todos da nossa vida, inclusive a vida, e que vai ter um fim querendo ou não, então pense no presente, viva ele, curta sua relação no agora, ela poderá durar a vida toda, mas se não durar, não vai ser o fim do mundo, por que você não criou a expectativa de que fosse durar toda a vida, você sempre soube que teria um fim, só não sabia quando, e todo fim é um novo começo, novas oportunidades, é vida que segue…Ame!

Filme: O brilho eterno de uma mente sem lembranças
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