Crônicas do Kalvinho: Sociedade pt.1

O que penso da condição social atual?

Contexto: quinta-feira dia 29/09/16, 3 dias antes da votação municipal de 2016.
Noite paulistana, acabei de sair do show da Tássia Reis, de graça, no vão do Masp. Isso que é vida. 
Lá vai, uma breve divagação que estou ousando a deixar registrada.

Acredito que já crescemos tudo o que podíamos crescer como sociedade, falando no âmbito econômico-trabalhador. Acho que chegamos ao ápice. Sim, ao ápice. Não conseguimos mais evoluir como pessoas, com nossos sonhos, chegamos a um momento que é dá ou desce. Vai ou racha. Ou é meu sonho, ou é o sonho da pessoa para quem eu trabalho. E cá entre nós, sou muito mais o meu!

O que me foi colocado como objetivo de vida desde pequeno não é mais condizente com os parâmetros da sociedade. Tenho que trabalhar mais de 5 anos para ter meu carro, um pangará qualquer. Mais 18 pra conseguir comprar um apartamento. Se quiser viajar para fora, mais uns 3 4 aninhos de ralação. Tá maluco, quero o que é meu aqui e agora, sem mais delongas. Prefiro ter experiências e muitas histórias pra contar para meus netos, do que uma breve história resumida ao meu cargo profissional.

Estamos saturados. 
Socialmente, psicologicamente, financeiramente. Tudo!

Vivemos uma época diferente, chega de ser colônia de exploração. Já tiraram tudo o que podiam de nós. Agora queremos popular. Viver! Queremos aproveitar o que construíram (e construímos). Gerações e gerações foram exploradas e perderam — ou não, a análise do contexto é sempre fundamental — seus sonhos por isso. Agora chega. Pode parecer egoísmo mas chega! Precisamos viver, realizar nossos sonhos e alcançar os prazeres da vida que aos poucos fomos deixando de lado. Viva la dolce vita!

A colônia de exploração percebeu a vida que nos está sendo tirada. Queremos ver, sentir e principalmente viver a cidade, o mundo. Me refiro a cidade devido ao momento em que escrevo.

Meu objetivo não é subir degraus na escala social. Meu objetivo é sonhar, vivenciar e construir pontes entre eu e o mundo (no contexto pode trocar mundo por cidade).

As asas estão florescendo nas pessoas, além do literal que já é claro nas ruas, figurativamente também. A inquietação já é perceptível, tornando os próximos passos claros e inevitáveis.

Acredito que estamos vivendo a evolução natural das coisas. Geração Z, Millennials… não sei. Darwinismo? Talvez, só os fortes irão sobreviver ao modus operandis dos dias de hoje. Eu já encontrei meu modo de fuga, preciso agora força (e coragem) para encará-lo de frente.

Um dia chegaríamos a esse propósito de vida. Que bom que tenho a oportunidade de viver e pensar assim.

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