O outro lado

A relatividade de Einstein é tão difícil para um aluno de graduação de engenharia quanto ver a outra face das coisas sem nunca estar nela. E o que tem haver essa comparação tosca? Bom, por mais imerso que seja o seu mundo em uma determinada área de conhecimento, sempre o desconhecido se apresenta como errado e incerto.

A razão por trás de uma ação antes de se saber a real finalidade dela pode encadear uma séries de “se isso”, “se aquilo”.
Conhece o poder da palavra “depende”?
Pois então, quando as coisas são relativas as outras, ou seja, a interação entre elas podem mudar de acordo com o analisador, a palavra depende só piora a situação.

Provavelmente ler o parágrafo anterior novamente se fará necessário.

O outro lado depende de muita coisa. Mas a razão final de toda ação é única, verdadeira. Deixar claro as razões facilita o entendimento dos seres que estão do outro lado. Não se exime da arte de absorver, entender e compreender do ser, mas facilita o caminho do aprendizado.

Vamos pensar nos dois lados da vida de uma flor:
Linda, grande e carnuda, com um caule proporcional e verde bandeira todo peludinho. Suas pétalas são amarelo canário, mas não se compara a um girassol, pois suas pontas possuem um desenho diferenciado e curvas sofisticadas. No cento uma coloração avermelhada mostrando a sua fertilidade. É fácil enxergar o início das coisas, pois são sempre assim, perfeitas. É fácil lembrar das flores quando as suas cores estão estourando, vibrando, com a fragrância sendo difundida ao vento. No entanto, é difícil enxergar o fim das coisas - detalhes do seu inevitável declínio, como as flores que murcham e voltam mais uma vez para a terra escura.

Olhar para o meio de um prédio alto por baixo é o mesmo que olhar para o meio do mesmo prédio de cima? Não é o lado que escolhemos estar, mas o é lado que estamos que nos dá a percepção diferenciada das coisas.

Ver a situação do outro não é estar na situação do outro.

Para entender o outro lado, precisa estar do outro lado. Rompa seus laços com o material, liberte a sua cabeça para o mundo, escute os sons com novos ouvidos e sinta o lado que é desconhecido, errado e incerto.

Se coloque agora no lugar de uma pessoa que não sabe quem realmente é … que não sabe se o caminho que está tomando é fruto de suas escolha, remando em todas as direções que queira, ou segue rio abaixo, num bote no fluxo contínuo, no fluxo de sempre. É … eu não consigo, não agora, não hoje.

Já percebo que o outro lado existe. Capto detalhes de como ele funciona. O que falta agora é tempo e treino para poder senti-lo e entendê-lo de vez.


Me desculpem caros leitores. Não pude revisá-lo ortograficamente na mesma intensidade que fiz com os demais. Fiquem a vontade para comentar.

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