A tal da memória de peixe veio me visitar hoje

A gente vive esperando que as pessoas magicamente saibam o que se passa no nosso coração. A gente vive esperado que as pessoas façam por (e com) nós o que fazemos por elas. 
É engraçado pensar assim, vendo de fora, que na verdade a gente quer ter por perto apenas pessoas que são como um espelho de nós mesmos, e as vezes a gente se esquece que na verdade as pessoas são apenas aquilo que querem ser. Pessoas não mudam. Nunca. 
Seria cômico, se já não fosse trágico, perceber a quantidade de vezes que escalamos um penhasco pra logo em seguida nos jogarmos em outro. A quantidade de vezes que deixamos de nos afogar pra logo em seguida nos jogarmos do barco sem ter retomado o fôlego ou aprendido a nadar direito. 
Isso tudo tem muito a ver com aquela tal de memória de peixe, que vez ou outra vem nos visitar e nos fazer esquecer das coisas que passamos. Ela praticamente nos obriga a pular de cabeça nesse mar que conhecemos tão pouco. 
A memória de peixe as vezes bate na gente, e a gente esquece completamente que um dia sofreu. 
Só mais cinco minutos pra eu esquecer e seguir me jogando no mesmo mar, do mesmo barco. 
Over and over again.

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