Eu e a Educação Inclusiva

Desde pequena tive a tendência bem forte em me referir às pessoas pelo nome ou pelas características comuns delas, como: “sabe a Aninha?” ou “ontem vi aquele moço alto, com cabelos levemente encaracolados, que estuda na escola tal”. Sempre fugi instintivamente de rótulos como “a Aninha, cadeirante” ou “aquele moço com óculos grossos, meio cego”. Conto isso para dizer que sempre quis enxergar o outro como indivíduo, dotado de nome, personalidade e talentos. Também faz parte da minha natureza não olhá-lo pelo prima das suas limitações e é assim que enxergo o mundo: pelas suas potencialidades, com desafios a serem transpostos. Sou muito resistente ao “chega, daqui não passa!”. Passa, sempre passa. Seja pelo caminho dito “normal” ou não, seja com próteses; órteses; medicamentos; linguagem não convencional ou não, seja com apoio dos mais diversos tipos ou não, sempre é possível empurrar o limite para frente. Sempre!

E é assim que me apresento: como uma pessoa que, naturalmente, acredita que todas as pessoas do mundo — ditas normais ou deficientes — podem e vão um pouquinho mais longe no seu desenvolvimento a cada dia.

Esse ir um pouquinho mais longe a cada dia chama-se educação. Educação: processos de ensinar e aprender. Educação inclusiva: processos de ensinar e aprender praticando nossa capacidade de olhar o outro como indivíduo fazendo parte de um todo e sendo importante para que esse todo funcione, independentemente de suas características pessoais.

Assim sendo, te convido a acompanhar minhas publicações com o objetivo de, juntos, aumentarmos nossa consciência, de compartilharmos técnicas e experiências inclusivas na educação e sociedade, de conhecermos quais termos são os melhores a serem usados, quais regras regem a Educação Inclusiva e tudo o mais que for interessante compartilhar sobre o tema.

Prof. Karen Ribeiro — Especialista em Educação Inclusiva
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