O quinto.

Deve ter tido algum namorico entre o quarto e o quinto, mas nem forçando a memória consigo lembrar.

Ele chegou num dia que não era pra ninguém chegar. Acordei atrasada, não tomei banho, coloquei a mesma roupa que já estava em cima da cama, fui trabalhar, os banheiros químicos já haviam chegado e eu não.

Cheguei. Ele sentado na calçada.

Ele me pedia cigarros, eu estava trabalhando. Ele me deu uma cadeira, não a que estava molhada, a outra.

Ele morava pro mesmo lado que eu, o norte da zona norte. Ele me deu uma carona, paramos para tomar uma cerveja, conversamos por horas, já não lembro se ele continuava fumando o meu cigarro – mas era o mesmo que ele fumava, então ele estava feliz.

Eu disse a ele que gostava de namorar, ele me disse que tinha varias namoradas.

Como todos os inícios, eu me tornei interessante pra ele, decidida, tinha um emprego “legal”, fazia eventos culturais, viajava com uma banda, tava sempre trabalhando, eu parecia importante.

O quinto foi o mais importante mas por esse motivo não posso falar mais sobre a relação quando ela começou e onde ela terminou. A ideia aqui não é expor ninguém. Só me lembrar.

Eu tenho muito problema em me lembrar.