Custo de Oportunidade

Se você já fez uma aula de economia, uma das primeiras coisas que você aprende é um conceito chamado “custo de oportunidade”.

Vários livros relacionam o Custo de Oportunidade como o custo de algo em termos de uma oportunidade renunciada. Isso significa que você contabiliza o valor de uma escolha dependendo daquilo que você deixou de escolher.

Frequentemente, esta ideia é ilustrada com a citação “Não existe almoço grátis”, pois não é possível conseguir algo sem dar nada em troca.

Todas as escolhas que fazemos para nossas vidas possuem outros custos, nem sempre mensuráveis ou diretos. Elas podem custar nosso tempo de vida, nossa saúde, nossa felicidade, nossos ouvidos, e por aí vai.

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Um dos exemplos mais comuns relacionado às escolhas econômicas fala sobre uma cidade e um terreno público vazio. Essa cidade pode escolher construir um hospital nesse terreno, mas, ao fazer isso, estará renunciando à construção de um centro esportivo ou de uma escola nova. O custo de construir o hospital é o custo desse hospital mais o custo de se deixar de construir as outras coisas.

Mas não é só na economia que podemos usar essa teoria. A aplicação mais certeira dela, pra mim, se dá no social. Cada decisão que tomamos implica na renúncia de outra escolha. Não é assim com tudo na vida?

Pense no seguinte: um final de semana de sol no final do semestre da faculdade. É dezembro e seus amigos chamaram para a praia. Mas na segunda-feira você precisa entregar um trabalho que vai salvar sua nota em uma das cadeiras. O que você faz?

Se você escolheu uma das duas opções rápido e sem pensar duas vezes, então o seu custo de oportunidade para escolhê-la é baixo. Isso porque renunciar à outra hipótese não foi difícil, uma tem muito mais importância para você que a outra.

No entanto, se as duas hipóteses são páreo duro, o custo de escolher uma delas é alto, pois renunciar à outra não foi tão fácil assim.

Sempre que me vejo diante de uma decisão, penso no Custo de Oportunidade. Afinal, é colocando as opções na balança que enxergo qual é a melhor escolher.

Muitas pessoas pedem ajuda para pensar em como começar a fazer uma ideia acontecer, mas não estão prontas de fato para “entrar no jogo”. Desejam e torcem muito para que seus objetivos se realizem, mas não constroem os degraus para chegar lá. E a questão toda é que não é só pensar que “vai dar certo”, você precisa pensar no que você precisa fazer para dar certo.

O custo de oportunidade nesse sentido é muito importante. Cada decisão que tomamos implica na renúncia de outra escolha. Na sua vida, qual é o custo das ESCOLHAS que você está deixando de fazer?

Em todas as aulas sobre planejar e tirar uma ideia do papel, eu falo sobre MARTELAR. De nada adianta sonhar com a casa pronta, se você não der umas boas marteladas. Ah! E acertar o prego.


Acredito em desenvolver pessoas e sociedades através da troca de conhecimentos e do crescimento coletivo. Tudo isso é parte de um objetivo ainda maior: ajudar as pessoas a serem mais independentes e, portanto, mais felizes. Para fazer isso, construí a Klavo, o #FEITO e o QG Empreendedor. Segue lá!