5(CINCO) FORMAS DE CONTROLE QUE VOCÊ PODE ESTAR SUBMETIDO(A)( E NEM PERCEBE!)

“Com quem você está falando? ”; ”Você está onde? ”; ”com você vai sair? ”; ”. Por que você ainda não chegou? ”” Quem é esta pessoa com que você está trocando mensagens? ”; ”. Achei este presente na sua gaveta. Quem foi que te deu? ”. Você deveria ter chegado mais cedo. Por que não chegou? ”, ” O que você está pensando agora? ”

Pois é. São inúmeras as perguntas que não caberiam neste texto. Mas o objetivo é o mesmo: o controle. Mas você pode questionar: qualquer pergunta das citadas é um controle? Não é bem assim. Para esclarecer melhor, vou explicar quais são as características do controle.

O controle é exercido por práticas de monitoramento através de perguntas e pesquisas continuas, repetitivas e inquisidoras sobre atitudes, comportamentos, sentimentos, deslocamentos, intenções e interações com mundo realizados pela pessoa controlada.

O controlador (a) precisa ter certeza de que a pessoa não sairá do seu domínio e para isso, adentrará no espaço psíquico e nos objetos pessoais da pessoa controlada (o).

A vítima deste tipo de violência se sente invadido (a), sufocado (a) e aprisionado (a).

Para evitar confrontos e divergências, a pessoa controlada aceita as práticas uma vez que este tipo de prática se instala em relações assimétricas em que um detém o poder dentro da relação.

Então pelo que foi dito anteriormente, o poder sobre o tempo, o espaço e, quiçá, até do mundo psíquico da pessoa controlada são os espaços de atuação do controlador (a). Além disso, a continuidade e a repetição são dois aspectos principais deste tipo de violência psicológica.

Mas quais são as áreas preferenciais de controle? Como posso identificar este tipo de violência?

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1.O dinheiro

O dinheiro é revestido de significado emocional e simbólico. Dentro de um relacionamento controlador, a pessoa controladora pode dar ou negar o dinheiro como uma maneira de dar ou negar o afeto ao outro. Normalmente, o (a) agressor (a) dificulta o acesso ao dinheiro bem como informações sobre este e bens patrimoniais.

Por outro lado, existe um perfil que, ao ser sustentado pela vítima, ele (ela) manipula emocionalmente através da transferência da culpa pelos seus fracassos para a vítima.

2.O contato social e familiar

Quando a vítima possui fortes ligações emocionais com a família e com os amigos, o contato com os familiares/amigos é o ponto principal para ataques verbais e conflitos. Esta ligação emocional é vista como uma ameaça ao controle d o (a) agressor (a).

3.O tempo e o espaço

As práticas de monitoramento ganham corpo nas dimensões de tempo e espaço da pessoa controlada. Isto quer dizer que o (a) controlador (a) exige verdadeiros “relatórios” do seu tempo e espaço.

Quer saber com quem, por que, onde, como e para que você estava com determinada pessoa ou grupo bem como avalia o tempo gasto com cada atividade feita ao longo do dia. Para isso, ele (ela) pode ligar para a pessoa controlada várias vezes ao dia, checar mensagens, e-mails, roupas, documentos e outros objetos pessoais.

Há quem perceba isto como cuidado ou até mesmo a própria pessoa controladora sinalize suas atitudes como ações de cuidado. Mas esta repetição te deixará sufocada (o), irritado (a) e cauteloso (a) com que o faz no espaço e tempo. Assim, você já estará sofrendo as consequências da violência psicológica e nem esteja percebendo.

4. A comunicação

O(a) controlador(a) procura analisar, avaliar, encontrar pontos discordantes e distorcer as palavras da pessoa controlada. Não é incomum, principalmente quando os homens são controladores, que as mulheres sejam interrompidas em suas explicações e sejam interrogadas de forma inquisidora e profunda sobre seus pensamentos, comportamentos, contatos, ações e uso do tempo e espaço.

5. O corpo

Não é incomum encontrar os vários questionamentos ou mesmo críticas sobre o vestuário, formas de andar, sentar ou qualquer expressão corporal emitida pela pessoa controladora para o (a) controlado (a). Com isso, quem está sob o controle desenvolve um estado permanente de atenção sobre este aspecto.

Na intimidade, durante o contato sexual, as vítimas de violência psicológica ficam mais suscetíveis aos ataques do (a) parceiro (a). Assim, são comuns críticas ao corpo, ao desempenho, ignorar as preferências e conforto do outro bem como as perguntas inquisidoras sobre a presença ou ausência do desejo da parceira.

Com o passar do tempo, a pessoa controlada perde o domínio destas áreas uma vez ficará atento (a) e cauteloso (a) ao que faz de maneira que tente evitar ou diminuir a frequência das práticas de controle.

Com isso, pergunto a você, caro (a) leitor (a)? Você tem autonomia nestas áreas ou estão sob jugo de alguém controlador (a)?

Pense nisso! Até a próxima.

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