Esse texto é sobre uma raposinha muito indecisa e umas uvas muito abestalhadas.

Karine
Karine
Aug 22, 2017 · 2 min read

Numa bela tarde, a raposa estava andando pelo bosque e avistou um lindo cacho de uvas. Sabe a droga da história da “raposa e as uvas”? Então. Vamos fingir que eu fui as uvas (pelo menos no começo, devo ter sido mesmo). A raposinha viu as uvas e pensou “que belezinha de uvas!”. A raposinha deu uns pulinhos até que finalmente foi notada pelas uvas. As uvas até que acharam que a raposinha podia ser legal, então, tentaram se enturmar.

Só que essa idiota dessa raposa é uma indecisa! Que não sabe o que quer. Aliás, poderia até querer. Mas, como as uvas estava em um galho muito alto, a raposa teria que se esforçar para conseguir pega-las. Só que essa raposa, além de indecisa, também é p-r-e-g-u-i-ç-o-s-a. Ela pensava que queria as uvas, e fez as uvas pensarem que eram queridas (e o pior é que as uvas já estavam querendo a raposa), mas, mesmo depois de ir visitar as uvas todos os dias, durante algumas semanas, e de ter altos papos irados com elas, a raposa foi desanimando.

As uvas, vendo o desastre iminente, tentaram conversar pra que a raposa se tocasse de que estava sendo uma egoísta-de-meia-tigela. Mas, um pequeno detalhe: a raposinha precisa fazer aulas de interpretação textual. O caso foi que a porra das uvas falaram “A” e a imbecil da raposa entendeu “W”!

Vamos supor que a raposa queria as uvas. QUERIA do verbo não quer mais. A raposa se chateou de verdade com as uvas, e decidiu abandona-las de vez!

Agora, as uvas estão muito bravas com a raposinha. Essa raposa imbecil, que não sabe o que quer! Que no início, pensava que queria as uvas — e fez essas tolas uvas pesarem que eram queridas- mas depois pensou três vezes, e decidiu que não queria mais. Só que a raposa decidiu tarde. Ela já tinha arrancado as uvas do galho. Agora, as uvas, que estavam bem quietinhas no seu galho, estão jogadas no chão para apodrecerem! Que raposa egoísta!

Conclusão: Talvez eu devesse ser mais raposa e menos uvas.

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ninguém lê o que eu escrevo.

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