Novos carnavais surgem em meio a temporada de um ano cansado de pelejar. Lantejoulas salta-me os olhos e arrepiam a pele quando encontra encontra a fantasia que lhe cabe, a tempos não vira tamanha vibração em uma só vestimenta. De caso pensado, marcado e preparado o carnaval acontece e nada como a primeira vez depois de tantas outras, após tantos anos. A virilidade da juventude quando seu bloco invade a avenida, o cheiro da pele, da dança, da entrega à tantas vontades que transpassa a imaginação e perfazem os caminhos do desejo que com euforia se desdobram em beijos de intensos e rasos amores.

O carnaval é para além do que comemorar-se, é um estado de espírito onde se entrega a prazeres volúveis sem culpar-se por erros em que não acredita.

Metáforas nunca foram o meu forte, porém vamos agora a em que não sei onde começa e menos ainda onde termina, onde prefere-se viver paulatinamente as experiências em que a ausência de culpa a preocupa, julgando seu juízo e condenando-a a prazeres volúveis. Acontecimento. Ação. Movimento ininterrupto é altamente variável. Já sabe-se que a metáfora não está pronta e menos ainda as notícias do próximo dia de carnaval.

18/02/2017

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