Designers: Não somos artistas, somos tradutores

Texto traduzido livremente do original publicado no site 
Marktime — 
Designers: You’re not an artist, you’re a translator

Quando você imagina um designer, tenho certeza que imediatamente vê uma imagem em sua mente. Talvez seja uma pessoa totalmente concentrada sobre seu Apple, loucamente criando layouts. Ou talvez eles estejam focados em suas paletas de cores, tipos e é claro mexendo em detalhes imperceptíveis que nunca sejam notados por meros mortais. Talvez também estejam desenhando, apagando e recriando logotipos em seus bloquinhos de nota (que custam muito caro), curvados em uma simples cadeira(mas com muito design em seu projeto).

A maioria dos designers é assim mesmo. Na maioria das vezes, um designer acha que seu trabalho efetivo tenha que ser na caneta e no papel (ou no cursor com pixels). Na verdade, seu trabalho mais árduo seja em traduzir o seu trabalho para seu cliente.

Talvez você ouça seu cliente dizer: “Meu logo é feio” ou “Nosso site não funciona mais para nós” ou “Nós queríamos algo diferente”. Este é apenas um feeling — um sentimento instintivo que algo definitivamente está errado, mas não se sabe ao certo o que poderia ser feito para uma efetiva melhora.

É importante notar que este feeling não pode ser decisivo quanto à maneira de projetar. São apenas instintos, baseados em medo, preocupação, ou em uma necessidade para o negócio. Mas instintos não são coisas facilmente alcançáveis ou mensuráveis, e muitos projetos de design podem se transformar inevitavelmente em uma bola de neve que futuramente não possuirão mais argumentos construtivos se o designer não souber conduzir o projeto da forma correta.

Traduzir é definir o problema

Antes de pensar no layout e na estética, um designer precisa ser um tradutor. Mas o que exatamente o que você está traduzindo? Você está traduzindo as ideias abstratas e os instintos do seu cliente em um projeto que futuramente conseguirá ser implementado, mensurado, testado e refinado. E colocando em palavras simples: você está definindo e moldando o problema do seu cliente.

Designers resolvem problemas, mas não podem resolver um problema que não foi definido. E é exatamente o que essa fase exploratória do projeto é tão crucial e pode salvar horas de agonia até a entrega do seu trabalho final. Então não pule esta etapa!

Atualmente existem muitas ferramentas que ajudam a descobrir o que o cliente quer e se ajustam a todo tipo de investimento: empresas que forneçam levantamentos em pequena escala, questionários online, espaços colaborativos que forneçam uma sala comercial para conversar frente a frente com o seu cliente. E se o cliente for grande, até levantamentos em grande escala, pesquisas de mercado e análises posteriores mais formais.

O resultado dessa tradução toda que definirá a base da estratégia do seu design e permitirá então que o designer se preocupe com as escalas Pantone, manipulação de pixels, lápis no papel e a parte que todos nós amamos: fazer o melhor projeto para nosso cliente.

Qual a sua melhor estratégia de traduzir?

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