O que podemos aprender com o participante Lee do MasterChef 2016

Durante a vida somos motivados pelas aspirações de outras pessoas, sendo muitas vezes o ponto de partida para uma grande ideia de negócio ou mesmo o estudo de uma vida inteira. Até formarmos um repertório interessante de ideias que motivem grandes reviravoltas, é preciso ver muitas faces de si mesmo.

Independentemente da sua origem, seja simples ou mais abastada, as pessoas à sua volta irão te passar ricos conselhos e formas de ver a vida que provavelmente definirão quem você será, a maneira como pensará e encarará sua própria vida. O mais importante disso é que este conhecimento não ficou enclausurado, mas sim de alguma maneira foi replicado. Mais interessante ainda é que você modifique ele no seu tempo, na sua própria perspectiva e passe aos demais em algum momento.

Penso que compartilhar técnicas é uma maneira muito “quadrada” de ensinar as pessoas, já que são isentas de toques pessoais. Quando uma informação é passada de forma emocional, a sua memória guarda aquilo de maneira diferente, que acompanha uma percepção de responsabilidade e carinho.

Se você é um gestor, pense em transformar este conhecimento de uma maneira que seja didática para seus subordinados, assim você passará confiança e criará laços com as pessoas ao seu redor. Isso é mais importante do que ter mil contatos no Linkedin, mas nenhum que lembre de você para um projeto bacana.

Acompanho alguns profissionais da área que realmente trabalham apenas por dinheiro, mas para outros, é perceptível a paixão de esforço em aprender que são aplicados diariamente. Isso não quer dizer que eu adore trabalhar 15h por dia para surpreender meu chefe, mas que eu em algum momento tenha um repertório para um dia ter minhas próprias ideias e criar asas para decidir sobre meu futuro. O trabalho pode ser visto como uma alavanca para que seus sonhos possam se concretizar.

O que podemos aprender com o participante Lee do MasterChef 2016 é exatamente isso: o fato de um participante emocionar grandes chefes renomados — que já foram um dia aprendizes e agora decidem o futuro de pessoas — , mostra que o conhecimento diariamente se renova e ademais: se temos humildade para perceber que nossos colegas de trabalho podem somar à nossa experiência. Ele emocionou a todos não só porque conhece dos ingredientes das técnicas que aprendeu com sua mãe em um laboratório de química (que na minha opinião só deixaria a culinária mais interessante, vide gastronomia molecular) e como usar os alimentos de uma maneira inteligente, mas ele propôs uma solução criativa para um assunto comum, que é o desperdício de alimentos, mas com um olhar despretensioso e curioso em relação às coisas. E é algo que nunca devemos perder.

Além disso, penso que definitivamente precisamos de mais pessoas que mostrem seus valores, sua verdade e seus ideais e que principalmente façam a diferença. Nosso trabalho é reflexo do somos, já que passamos grande parte da vida fazendo isso. E se não estamos prontos para aprender com os outros principalmente com o tempo (porque ele é um divisor de águas, acredite), você em algum momento se indagará sobre seu propósito para si e para com os outros.

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