
FLOR E SER
Notas sobre o nascimento de uma saudade (Rebento).
Vagando pela sala, mais uma vez, encontrei um pedaço de papel embolado em um canto, o encarei como quem encara seu pior inimigo. Depois de alguns segundos decidi que seria melhor abrir e apagar a cólera que me trazia aquele fragmento de tristeza, com os olhos marejados e as mãos trêmulas o desembolei, vi você esboçada naquele papel em forma de versos e riscos desordenados. Hoje, a saudade ainda faz de mim morada, meus estilhaços te procuram pela cidade cheia de pessoas vazias. Escrevo com tristeza, porém, com esperança de um amanhã florescer.