Tenho o hábito controverso de querer fazer todas…


Tenho o hábito controverso de querer fazer todas as pessoas ao meu redor felizes. Seja com uma piada, um abraço ou uma canção interpretada em tom desafinado. Nunca sei como é caminhar nos sapatos do outro, logo, fico à disposição para ser a energia positiva da rotina alheia. Mas nem todos “estão” corajosos para buscar a felicidade simples de cada dia e, mais por megalomania, só se sentem exitosos apenas em grandes atos: alcançando méritos na carreira, no amor e no dinheiro. Ou, mesmo, aplicando grandes golpes, pois a satisfação também pode existir na maldade, embora, nunca resista a um gesto espontâneo de gentileza. Se o outro fosse mais honesto consigo mesmo, deixaria de reclamar do calor e pensar que muitas plantas e animais dependem desse clima. Deixaria de reclamar do trânsito, pois muitas ruas do país nem mesmo são asfaltadas. Não se trata de pensar pequeno comparativamente e de uma proibição em ficar irritado com algum aspecto do cotidiano. Guardar sentimentos não é uma boa ideia quando se quer zelar pela sanidade mental. Trata-se de ser generoso com seu próprio eu naquele dia, mesmo que você ria um pouco por parecer lição de auto ajuda. Não é um demérito ser o melhor conselheiro de si mesmo. E não estamos todos à procura do mérito, ainda que não honremos a nós mesmos? É o que dizem nossos dias.


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