O designer e o desafio de projetar coisas escaláveis

Seguinte, — Design é planejamento. Queira você ou não. Precisamos prever o horizonte, olhar além para entender que: — O que estamos propondo pode dar merda. Muita merda.

Sim.. sou um tanto quanto negativo.

Tendo isso em mente (que de certa forma é básico), vamos agora focar num projeto: Quantas vezes você projeta escalado? Quase nunca né?!

Bom… se liga no tema:

Design e a escalabilidade

Quando digo escalar, estou olhando para nosso processo criativo e decisões que tomamos nesse meio. Ou melhor: Antes de adicionar complexidade é preciso compreender e resolver o simples. E assim evoluir continuamente.

Entenda: Uma coisa é você evoluir o projeto de modo que a cada aprendizado soma pra evolução contínua. Outra coisa é você descobrir no meio do projeto que tomou decisões de design que não atendem o problema e precisa voltar para corrigir.

O interessante é que eu descobri a origem disso: Boa parte desse bolo de merda é vício do designer em querer colocar coisas que ele acredita que seja inovador, onde, quase sempre, criar uma interface alá Dribbble (web 28.0).

Coisas que na idealização é da hora demais, porém na realidade é a desgraça premeditada.

Acredito fielmente que a inovação não está na interface em si, mas em como a parada foi pensada e sentida. O fato é que: — Mano.. se você abusar da interface (propriamente dito) pra inovar… meu amigo… você está ferrado.

Sério! Não pense que criar botões cleans com shadows ou formas novas de listar coisas serão o valor de seu produto, porque não será!!!!!!! (isso não é achismo, é certeza!)

Cara… para com isso, tá? Chega!

O caminho do sucesso, jovem padawan, é jogar simples. Olhe para seu projeto em forma de cascata.

Ainda não entendeu? Ok! Te explico.

No fim, o que é um projeto final? Uma porção de wires que vão melhorando de acordo com o entendimento da problemática em si.

Ou seja: O processo, faz com que as coisas evolua naturalmente. É aquele momento que você faz uma comparação entre o começo e o fim de um projeto e descobre que ele mudou muito (na esfera do design em si)… digo: mudar de conceito… forma e função.

Essa relação vem do ponto de vista que, o designer, assim como o dev, não só idealiza e “caga” ops.. cria o layout, mas sim, pesquisa e desenvolve.

< Ideia — — — — — — — Evolução Crescente — — — — — — — Fim >

O desafio é conseguir isolar os problemas em uma porção de micro-problemas e trabalhar pontualmente atendendo um propósito o qual ligará esses pontos de forma que gere um valor.

Uma coisa é achar o valor geral — Outra coisa é você tratar isso, pontualmente

Boa parte do pensamento é questionar: Qual é o real valor desse agrupamento?

Tentar descobrir porque eles, nesse contexto são importantes.

Bem provável que terá um norte. Depois é preciso criar especificações para cada elemento que irá sustentar esse valor, isso envolve entender o propósito de cada coisa, suas característica e cenário de atuação.

No fim, cada agrupamento tem seu peso e a somatória disso vai sustentar um outro grande valor.

Elementos somados em esfera de importância

Vale ressaltar que isso é cíclico e como os valores estão interligados, conforme tudo evolui, todos elementos que fazem parte do agrupamento deve evoluir também. Por isso é importante trabalhar como em pequenas variações de wires até que em algum momento, tudo fique “fidedigno” e consistente, de acordo com sua estrutura visual.

Esse conceito é a grosso modo uma mistura de Atomic Design do Brad Frost e Design Thinking do Tim Brown. A relação é simples:

Componentes a nível atômico e processo evolutivo com etapas de validação.

Ok! Quer um outro motivo pra você trabalhar assim?

Cara… Darwin descobriu isso há muito tempo atrás. Pequenos grupos sofrem evoluções que, aos poucos, generalizam toda uma cadeia.

Filosofias de vida a parte, talvez tenho um outro ponto pelo qual precisa testar isso: Simplesmente pelo fato de mudar a forma que você trabalha.

Saca? Não sei porque designers são tão reativos em propostas que tira do comodismo.

Enfim, isso é um outro texto, mas se liga: isso não é certo.

Tenho comigo uma teoria que acho que vale a pena compartilhar: Todo projeto, quero de uma forma ou de outra, construir diferente do último. Assim, evoluo em diversas direções e amplio a visão para problemáticas que podem (ou não) ser iguais.

Enfim… o texto acabou indo para outro caminho, eu ia ressaltar as cagadas que está rolando pelo mundo a fora, mas acabei sendo mais didático. Gostei disso :D.

Bom é isso, não fica bravo não, vem comigo que “nóis” passa de ano. Champz?

S2

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