TOP 10 — Séries de Animação Subversiva
10. AAAH! REAL MONSTERS
A minha série favorita da Nickolodeon na minha idade mais infante. Acho que a coloquei aqui apenas para poder ver mais uma vez o Krumm a segurar os seus olhos com as mãos.
9. SPONGE BOB

Palavras não são necessárias para justificar a inclusão de Sponge Bob. As estatísticas de autismo nos EUA substituem qualquer frase que possa alguma vez escrever aqui. E quando um mundo repleto de Rainmans chegarem à idade adulta e tomarem conta dos governos mundiais… vamos poder agradecer à esponja antropomórfica que vive debaixo do mar.
8. F IS FOR FAMILY

Tenho uma paixão tremenda pelo stand-up do Bill Burr! O conhecido “ranter” mostra nesta animação as raízes da sua raiva crónica.
Vagamente adaptado das suas próprias vivências familiares na periferia de Boston, a série tem mais palavrões num só episódio que um filme do Scorcese (que não inclua o Joe Pesci).
7. ARCHER

Descobri Archer num Domingo à tarde, deitado no sofá da casa da minha ex-sogra (na altura ainda era um galã másculo).
A primeira coisa que alguma vez vi, envolve um broche subaquaticamente secreto na presença da mãe do felaciado. Quando a mãe de Archer (a fabulosa Jessica Walter de Arrested Development) sai de cena, uma senhora ascende à superficie do jacuzzi e Archer diz: “Conseguiste fazer-me vir na presença da minha mãe. Tens um talento especial.”
Foi amor à primeira vista! Só depois notei a atenção dada à arte e à qualidade da escrita.
6. POWERPUFF GIRLS
Eu diria que as Powerpuff Girls são a razão pela qual algumas feministas tem agora alguns traços de misandria. Não é fácil de o provar, mas se eu fosse uma menina de seis anos (por dentro sinto-me uma ruiva de nove) e visse três episódios consecutivos, assombrar-me-ia a mente a possibilidade de superioridade perante o género masculino.
Pessoalmente, gostava mais da criação anterior de Genndy Tartakovsky — Dexter’s Laboratory. Mas tanta doçura e cenários coloridos, pelo meio de violência extrema dirigida a um macaco de turbante, assegura um lugar nesta lista às meninas feitas de tudo o que é doce.
5. FAMILY GUY
Ver vídeo acima
4. THE SIMPSONS

Pouca gente sabe que Matt Groening criou os Simpsons em cima do joelho, na sala de espera de um piso na FOX, antes de uma reunião com uns executivos interessados em adaptar a sua banda-desenhada — Life In Hell! Receoso de perder os direitos sobre a sua obra, Matt desenha uns bonecos no único papel disponível no momento — de cor amarela. Baseia-se nos seus próprios parentes para inspiração, faz um quase rip-off a All In The Family e especificamente ao mítico Archie Bunker, e volvidos quase 30 anos… é a série de animação de maior sucesso de sempre!
Com os seus altos e baixos (especialmente quando a FOX não queria que Futurama fosse o foco de Matt), a série sempre manteve a sua veia satírica à realidade americana. Os Simpsons são um dos motivo para a consciencialização das calamidades sociais que assolam o dito mundo ocidental.
3. RICK&MORTY
Rick&Morty é a minha série de animação favorita. Aliás, Rick&Morty é a minha série favorita de todos os tempos. Ponto final!
Díficil escolher o episódio favorito. Talvez o dos Meseeks! Ou aquele em que o cão ganha um capacete e fica esperto. Ou aquele em que cabeças gigantes fazem de júri inter-galáctico de Eurovisão. Ou o episódio em que o Morty é o Pai de um monstrão domesticável. Ou quando o Rick reencontra a ex-namorada aglomeradora de consciências. E AQUELE, da televisão inter-dimensional?! Fódasse! É impossível escolher um.
Mas clickem no video em cima, onde os guionistas simplesmente limitaram-se a transpôr o excerto de tribunal de um hilariante caso real passado num tribunal da Georgia (podem ler boa parte aqui, e acreditem que não se arrependerão: http://www.collegehumor.com/post/7038439/you-need-to-read-the-most-wtf-court-transcript-in-history)
2. SOUTHPARK
Cartman! Cartman! Cartman!Cartman! Cartman! Cartman!Cartman! Cartman! Cartman! Cartman! Cartman! Mr. Hankey! Mr. Hankey! Mr. Hankey! CARTMAN! CARTMAN! Timmy!Timmy!Timmy! Timmy! Timmy! Timmy! CARTMAN!
- THE REN&STIMPY SHOW
Em 2017 é absolutamente banal ter a família Griffin a vomitar ininterruptamente por dois minutos, ou o olho-do-cú da Oprah Winfrey se revoltar e fugir, e fazer-se disso o enredo de um episódio inteiro de South Park. Mas em 1991, não havia nada remotamente semelhante a Ren&Stimpy, que causasse repulsa enquanto desenrolava uma estúpida e original história nilista.
A escatologia da série é invulgar e intemporal. A doçura de Stimpy, a irritabilidade de Ren, os desenhos de John Kricfalusi… tudo é cativante, especialmente quando o mote da narrativa possa ser a procura de Stimpy pelo seu peido perdido, a passar frio algures pela cidade.
Ren e Stimpy acompanharam-me em muitos pequenos-almoços que não consegui terminar, por causa de close-ups a pêlos nas costas ou a bocas cheias de saliva com dentes amarelos. E essa é a derradeira prova fisiológica que nunca existirá série de animação capaz de corromper a inocência do subconsciente de uma criança, como The Ren&Stimpy Show
Menções Honrosas: Beavis&Butthead, Duckman, TV Funhouse
