II

meu amigo Isaías tem fronteiras de carne que se diluem no que tenta dizer. suas caretas de dor tem a marca dos que caíram. guarda em si a tolice dos sábios; de quem pergunta de onde veio meu nome Isaías o signo um tanto solto a matéria cínica retraindo-se para um estado antes nunca dito. são sempre assim as manhãs quando a gente não consegue significar. Isaías descobriu o caminho do vento e anseia em sê-lo. a comunhão com o que não apreende. descobriu, no entanto, uma protuberância no pescoço há alguns dias. a carne então se abre a partir dela e se divide em dois — Isaías oriental e Isaías ocidental — entrecortados por um rasgo de dois ou três braços, se fosse possível medir, por onde escapam os verbos já enfadados em sílabas minúsculas mais o vermelho do sangue e tripas e os cães mudos de Saramago emudecidos em coro. Era com isso que ele sonhava.

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