49- Dia seguinte
Acordou assustada com o telefone tocando. Aquela já era a terceira vez que o alarme tocava e ela ignorava.
Tateou por cima do criado de cabeceira até sentir o celular e só então atreveu-se a abrir os olhos.
Os olhos ainda embaçados por ter acordado agora, foram cegados pelo brilho da tela quando se firmaram no visor do Galaxy j5,por fim, tomou foco. Eram 6:15.
Ainda tem mais um alarme 6:30.-pensou- Levanto nesse.
Bloqueou novamente a tela para voltar para o breu do quarto e dormir por mais quinze sagrados minutos.
Como odiava a terça-feira.
Virou-se para a direita, afundando o rosto no lado frio do travesseiro e puxou o edredom até a cabeça.
Estava chovendo.
A única coisa que poderia ser pior que uma terça feira, era uma terça feira chuvosa.
Encolheu os pés para voltar novamente a uma posição de conforto mas não adiantou de nada.
Já estava desperta.
-Droga!
Teria de se levantar.
Saiu da cama um tanto cambaleante pelo sono.
Não acendeu a luz, não havia necessidade. Caminhou até a porta do quarto juntando os cacos de coragem para trabalhar por mais um dia. Foi até o banheiro, fez xixi, prendeu o cabelo e lavou o rosto.
Foi até a cozinha e apertou o botão da cafeteira nova para fazer um café.
Ligou o rádio e foi tomar banho. Na playlist do spotfy tocava uma lista intitulada “musicas dele”.
Saiu do banho; se trocou.
Bebeu um pouco do café.
Se sentou na cama e olhou novamente o visor do celular.
7:45.
Em cima da escrivaninha o urso de pelúcia preto e cinza a encarava com olhar de tristeza, como se o barulho da chuva batendo na janela o deprimisse.
-Urso idiota.
Pegou suas coisas e saiu sem estender a cama, sem sujar sua xícara favorita.
Foi comer pão na padaria do seu Jorge na rua de baixo.
Abriu a porta numero 203 e saiu em direção ao elevador.
Apertou o botão e esperou.
Conferiu se pegou as chaves do carro, a bolsa, o celular.
A porta do elevador se abriu. Graças a Deus estava vazio.
Entrou.
Quando a porta estava para se fechar, ela não aguentou.
Voltou correndo e abriu a porta com pressa. Correu até a cozinha onde a jaqueta dele ainda permanecia pendurada na cadeira.
-Jaqueta estúpida.
E só então foi trabalhar.
Com o cheiro dele ainda misturado ao dela