55- Sábado

Sono
embala a noite
trazendo o bem
o sonho
tão aguardado
hoje aguardando meu desdém
salgando nos olhos
rasos 
a falta que me faz alguém
a paz que a noite traz
Inquietude que me faz
refém

Ancorada às estrelas
navegando na palidez da lua
rezando
pra afugentar o frio
da rispidez das ultimas palavras tuas

Coração
Que sente 
singular
a falta que a gente faz
e a pele repele o toque
que não vem daquele rapaz
que sempre enroscava os dedos
nas curvas, nos cachos meus
e tudo que tem é meu
e tudo que eu tenho é seu.

E nada é tudo o que temos.
Somos neblina e salmoura,
Nem mesmo o eco do silencio da tua boca rosada ressoa.
E lá do alto,
do infinito onde a vista não alcança
onde toda oração é descrença
eu praguejei teu nome.
Hoje, eu vi você jurar seu amor à outra pessoa.

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