Foi um clarão tão forte, meus olhos queimaram e eu não pude ver mais nada. Fiquei inconsciente, meu corpo parecia se transportar para outro plano, senti me leve e de tanto forçar, consegui abrir meus olhos.

Creio nunca na vida ter visto um jardim tão bonito como aquele em que estava, meus pés tocavam a grama verde e podia ver pétalas voando pelo vento que batia. Meus cabelos castanhos ondulados que batiam no meio das minhas costas, balançavam com o vento que corria. Trajava um vestido branco de alça que ia até abaixo dos joelhos, tudo era tão claro, tão belo, tão puro e eu estava ali sozinha.

Andei de um lado para o outro em busca de alguém e não muito distante avistei um banco, aqueles de praça branco e um homem com termo da mesma cor sentado ali. Fui até ele, corri exasperada e ao ficar de frente com ele, um sorriso grande se desenhou em meus lábios.

_ Gabriel! ~ lágrimas se formaram e rapidamente jorraram pelo meu rosto. Examinei cada detalhe dele, seus cabelos loiros e os olhos verdes como esmeraldas, a barba por fazer e aquela expressão de paz que o acompanhava sempre.

_ Você precisa voltar Camila, seu lugar não é aqui. Eles precisam de você.

Meu sorriso se desfez e o olhei com uma interrogação no rosto, sentei ao seu lado e toquei sua mão, estava tão gelada, nossos olhares se encontraram.

_ O que está acontecendo?

_ Volte enquanto há tempo, ela precisa de você.

Sua mão gélida acariciou meu rosto, fechei os olhos feliz por receber aquele carinho, mesmo sem entender o que estava se passando. Quando ele voltou a falar:

_ Você foi meu paraíso, meu inferno e céu. Mas nossos planos são diferentes de tudo aquilo a qual sonhamos e parte meu coração ter que te deixar ir. Eu te amo, minha jóia.

Antes que eu pudesse protestar, ele sumiu da minha vista, exasperada, levantei num pulo e gritei por seu nome, já as lágrimas tomando meus olhos de novo. O coração batia forte como batidas de tambor, olhei de um lado para o outro, a luz daquele lugar tornava-se mais forte e eu cai no chão sentindo a cabeça latejar.

Meu rosto estava tomado pelas lágrimas, não conseguia enxergar mais nada, voltei a gritar pelo seu nome ainda no chão.

_ Quem precisa de mim? ~ perguntei, então, adormeci.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.