Feliz dia das mães

Cara de broa, já escrevi tantas cartas para você, que talvez demore um vida inteira para lê-las. E agora, vai mais uma… (dessa vez, com você sabendo ler de verdade).

Na primeira vez que peguei você no colo, eu descobri a insegurança e a tal “culpa materna”: “Dr., ele não quer mamar. Ele não gostou de mim!” e danei a chorar. De lá para cá, chorei escondido tantas vezes com medo que as coisas não saíssem como eu queria, como eu achava que deveriam ou que, simplesmente, fizessem você sofrer. Aprendemos, este ano, que eu — infelizmente — não posso controlar isso. Assim como não posso evitar que minhas perdas também sejam suas. Somos ligados por um laço que transcendeu ao corte no cordão umbilical.

Você me ensinou e ensina tantas coisas, e a última delas é de que não adianta ser uma “mulher maravilha”. Que ser a fortaleza inabalável é apenas uma ilusão. Logo eu… um “poço” de sensibilidade e emoções sendo a “durona” na sua frente. É, amor, a mamãe também chora, também fica triste, se frustra. E isso é normal, sabia?! Acontece com todo mundo. Você não precisa mais esconder sua tristeza de mim. A gente se acolhe e se ama. A gente luta junto, enfrentamos tantas coisas até aqui… Uma lista longa de obstáculos que nos renderíam infindáveis likes, corações e florzinhas. Enfrentaremos mais. Encaramos as questões de agora com a mesma delicadeza e força de sempre. E vai passar, amor.

A cada novo raiar do Sol, sinto mais admiração pela força que você me proporciona, pelo amor que você me dá e que provoca em mim. Sinto um orgulho tão grande por sua bondade, sua maturidade e de cada nova conquista sua, nossa.

Obrigada por me tornar a mãe que tornou. Obrigada por me tornar a mulher que me tornou. Obrigada por me tornar a filha que me tornou. Obrigada por me tornar tudo que eu sou hoje.

Com amor;
mamãe.

Um feliz dia das mães para todas as mamães por aí… Principalmente, para minha mãe que faz parte de todo o amor na minha vida e de tudo que sei sobre família e educação. Amo você, dona Marilene.

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