Um pouco sobre o passado histórico obscuro das crianças e adolescentes no país:

‘’A história da infância é um pesadelo do qual recentemente começamos a despertar. Quanto mais atrás regressamos na história, mais reduzido o nível de cuidados com as crianças, maior a probabilidade de que houvessem sido assassinadas, aterrorizadas ou abusadas sexualmente.’’ (Demause 1975)

Infelizmente o cenário histórico da infância no país é realmente aterrorizante, desde os primórdios de seu descobrimento crianças e adolescentes eram escravizados, abandonados… Somente no século XX iniciou-se o surgimento de políticas para a proteção dos mesmos, com a ampliação dos conhecimentos da psicologia com autores como: Freud, Piaget e Vygotsky surge uma nova concepção de infância, leva-se em conta finalmente suas devidas particularidades, todavia tais teóricos não foram suficientes para sanar com o ‘’cenário de horror’’. Somente na década de 90 com a promulgação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é que a concepção ‘’sujeito de direito’’ defendida pela ONU é devidamente colocada em ‘’prática’’.

O estatuto visa garantir a proteção integral das crianças e adolescentes a partir de: políticas sociais básicas, políticas de assistência, proteção especial, direito a vida e a saúde, direito a convivência familiar e com a comunidade, direito a profissionalização e proteção no trabalho, sendo dever do estado e da família zelar pelas crianças e adolescentes, garantir o desenvolvimento físico, moral, espiritual, mental e social em condições de dignidade e liberdade.

A partir da análise e reflexão do vídeo: ‘’Fora da escola não pode - Serrinha dá o exemplo’’ dirigido pela Unicef nota-se que uma das ações pedagógicas imprescindíveis para contemplar inicialmente os direitos humanos é a garantia de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, também assegurado pelo artigo 3º da LDB, trata-se de um projeto em que toda a equipe pedagógica devidamente organizada realiza pesquisas de campo para descobrir as crianças que não estão matriculadas na escola e posteriormente solucionar o problema, garantindo as condições necessárias para isso, como o meio de transporte, por exemplo.

Projetos sociais, voltados aos adolescentes da comunidade escolar com as devidas orientações sobre: família, sexualidade, violência, drogas, garantindo assim uma escola que realmente se preocupa com a evolução humana em todos os seus aspectos: sociais, filosóficos, psicológicos, antropológicos e políticos.

Por fim, não menos importante é no dia a dia, na sala de aula onde ações pedagógicas humanizadoras devem acontecer naturalmente, de forma interdisciplinar, formando cidadãos críticos e reflexivos para a vida, para que estejam devidamente preparados à enfrentar situações complexas, múltiplas e contraditórias, a escola não detém sobretudo deste ‘’poder’’, não sozinha, por isso é extremamente necessária e indispensável a participação e união entre família e escola.

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