Natureza.

Acredito cegamente na subjetividade.

Se formos falar sobre a natureza humana, ficaremos nessa mesa por pelo menos três cafés.

Se Hobbes já dizia que o homem é o lobo do homem, em guerra contra todos lá em 1700, quem sou eu, em plena primavera de 2016 para dizer que não?

Se Rousseau disse, quase cem anos depois, que na verdade o homem nasce bom, mas é a sociedade que o torna miserável, quem sou eu, em plena primavera de 2016 para dizer que não?

Eu sou o lobo do homem, mas também sou o homem bom que foi corrompido. Não posso eu ser ambos e não ser nenhum?

Se nasci pois, neutra, fui socializada de forma específica, isso não me torna quem sou? Devo então culpar o outro pelo que me tornei? Não consigo assumir minhas escolhas e responsabilidades e devo culpabilizar minha natureza? Ou talvez uma força superior — deuses e demônios talvez? — por meus atos?

Minha responsabilidade cabe a mim, e somente a mim.